A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Terça-feira, 16 de Outubro de 2018

02/10/2018 07:07

Cobrado, “voto impresso” existe e pode ser consultado depois da eleição

Após fechamento do processo eleitoral, urnas emitem boletim que será fixado em seções eleitorais e pode ser consultado pela população

Humberto Marques
Presidente de comissão do TRE afirma ser impossível fraudar urnas após equipamentos serem lacrados. (Foto: Arquivo)Presidente de comissão do TRE afirma ser "impossível" fraudar urnas após equipamentos serem lacrados. (Foto: Arquivo)

Uma das principais reivindicações sobre quem coloca dúvida sobre a validade da urna eletrônica, o voto impresso já “existe”, embora não da forma como muitos imaginam –nem emitindo um comprovante a ser levado pelo votante, o que por si só seria ilegal, ou por meio da impressão da conferência em uma urna lacrada. Desconectada da internet e com apenas um sistema para inserção de informações e coleta de votos, a urna emite, ao final da eleição, um boletim que é fixado em todos os locais de votação apontando quantos votos os candidatos tiveram naquele equipamento.

A explicação partiu do presidente da Comissão de Segurança do TRE (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul), Sérgio Roberto da Silva, ao afirmar, categoricamente, que é “impossível” fraudar o sistema a partir do momento que as urnas eletrônicas foram lacradas.

O processo de gravação e lacração das urnas já foi realizado nas zonas eleitorais competentes. Nele, as informações locais do processo eletivo –com a relação de candidatos a deputado federal, deputado estadual, senador, governador e presidente da República, incluindo nome, número, coligação e foto– são registradas e, na sequência, é instalado um lacre no local onde está o pen-drive que reunirá os dados.

Se houver rompimento nessa proteção, ela poderá ser constatada por fiscais antes, durante ou ao final da votação, que podem contestar o uso do equipamento. Depois de entregue pela Justiça Eleitoral –o que começa a ocorrer nesta semana–, a urna está sob responsabilidade do presidente da seção eleitoral.

“Depois de ligada, a urna está na tomada, não tem acesso nenhum à internet. É impossível alterar as informações para beneficiar ou prejudicar algum candidato”, destacou Sérgio. Ao final do processo, é emitido o boletim de urna, com o resultado contabilizado na votação. Cópias do documento são assinadas pelos fiscais, sendo que uma delas é fixada no local de votação.

“A permanência da relação (fixada na parede) depende do local. O TRE não voltará à seção eleitoral depois. Mas o cartório eleitoral daquela região guardará uma cópia, que pode ser solicitada”, explicou o presidente da comissão.

Sérgio explica que, durante a votação, urna está ligada apenas em rede elétrica. (Foto: TRE/Divulgação)Sérgio explica que, durante a votação, urna está ligada apenas em rede elétrica. (Foto: TRE/Divulgação)

Já os dados da urna constam no pen-drive que, depois de retirado, é colocado em um envelope e levado para o local de transmissão dos dados –existentes em cada zona eleitoral. “Campo Grande terá 249 locais de votação e conta com 22 pontos de transmissão, de onde os dados são enviados para o TRE que realiza apenas a totalização dos votos”, explicou.

Fiscalização – Mesmo com garantias sobre a segurança da votação, o tribunal também realizará uma simulação no 7 de outubro, usando urnas já distribuídas. Três delas serão retiradas dos atuais mesários e substituídas em uma operação que envolverá, inclusive, helicóptero da Polícia Militar.

A operação para a “votação paralela” terá início no sábado (6), véspera do pleito. “Serão sorteadas três urnas, duas no interior e uma na Capital. Iremos à casa do presidente da Mesa Eleitoral e substituiremos a urna. A que for trazida será usada em uma simulação de eleição no domingo (7), no Fórum Eleitoral de Campo Grande”, explicou Sérgio.

Nesse processo, votos impressos seguindo a ordem de inserção nas urnas serão registrados em cédulas impressas e inseridos na urna eletrônica –sendo ditados perante uma câmera que filmará todo o procedimento– de forma aleatória, das 8h às 18h. “Todo o processo será filmado sem cortes para comprovar que votação impressa não é diferente da eletrônica”.



Ficar colocando em dúvida a segurança da urna eletrônica é uma burrice sem igual.
O que acontece é que se a tecnologia fosse norte americana ou européia, todos iriam achar lindo e maravilhoso e questionariam por que o Brasil não usa.
Mas, como a tecnologia é tupiniquim, a nossa viralatice não permite reconhecer que é uma tecnologia de ponta.
Toda a questão se resume nisso.
Somos viralatas e achamos que passar semanas e semanas contando cédulas de papel é melhor.
É muita burrice.
 
Critico em 02/10/2018 20:17:49
O boletim de urna (BU) apenas informa o total de votos dos candidatos em cada urna. A fraude pode ser feita no software, como já foi amplamente discutido e demonstrado, razão pela qual foi promulgada a Lei do Voto Impresso. Certamente haverá fraude, como aconteceu com o ex delegado e ex deputado federal Protógenes Queiroz, hj asilado na Suíça após ser ameaçado por ter descoberto o engodo praticado contra ele próprio, o que impediu sua reeleição. Toda essa palhaçada, os argumentos esdrúxulos contra a Lei do voto impresso, inclusive para o STF declarar a inconstitucionalidade da Lei, apenas reforçam a existência de um esquema fraudulento por trás disso tudo.
 
Dean_Winchester em 02/10/2018 16:18:19
Os problemas não estão nas urnas eletronicas e sim nos arquivos que ficam armazenadas os registros, algum responsavel pelo banco de dados pode fazer as mudanças.
 
Eraldo Afonso Bento Afonso em 02/10/2018 14:12:07
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions