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Política

Com 3 secretários fora, acaba prazo para interessados na eleição deixarem cargo

O prazo de quatro meses antes da eleição é para gestores que pretendem disputar a prefeitura ou cargo de vice

Por Leonardo Rocha | 04/06/2020 11:14
Urna eletrônica em fase de teste para eleição (Foto: Agência Brasil)
Urna eletrônica em fase de teste para eleição (Foto: Agência Brasil)

Nesta quinta-feira (04) acaba o prazo para gestores deixarem os cargos públicos e concorrerem na eleição deste ano, aos cargos de prefeito ou vice-prefeito. O limite é quatro meses antes do pleito eleitoral, que por enquanto está mantido para 4 de outubro de 2020.

Nesta última semana três secretários estaduais foram exonerados dos cargos à disposição, entre eles Roberto Hashioka (PSDB) que deixou a pasta de Administração para concorrer à prefeitura de Nova Andradina. Ele já tinha anunciado em maio que iria deixar a função para tentar mais um cargo no executivo municipal.

 Já Carlos Alberto Assis (PSDB) deixou a chefia de gabinete do governo estadual e se colocou  à disposição para disputar a prefeitura de Campo Grande, ou concorrer a vaga de vice-prefeito, em uma aliança com o atual prefeito Marquinhos Trad (PSD). Ele ponderou que esta questão será debatida dentro do PSDB.

Enelvo Felini (PSDB) também deixou o cargo de diretor-presidente da Funtrab (Fundação Estadual de Trabalho) para tentar o terceiro mandato na Prefeitura de Sidrolândia. Já Giovana Correa (DEM) que era assessora na Segov (Secretaria Estadual de Governo), foi exonerada hoje (4), para disputar a prefeitura de Maracaju. Ela é filiada ao Democratas.

Até ontem a especulação era que o secretário de Fazenda de Campo Grande, Pedro Pedrossian Neto também pediria demissão para concorrer pelo DEM a vice-prefeito, na chapa de Marquinhos Trad. Mas ele garante que não teve nem convite formal para isso. "Foi só especulação. Hoje minha tarefa é continuar na prefeitura", garantiu.

Retroativo – O vereador Wellington de Oliveira (PSDB) deixou o cargo de delegado da classe especial para tentar a reeleição ao cargo de vereador, em Campo Grande. A sua saída é retroativa ao dia 4 de abril, que é o prazo de 6 meses antes da eleição, para concorrer a vaga no legislativo municipal.

O delegado da Polícia Civil, Cleverson Alves dos Santos, que está filiado ao PP, também pediu afastamento de sua função, para concorrer a eleição deste ano. Ele pretende disputar a prefeitura de Costa Rica. Por esta razão sua saída é data de hoje (4), publicada no Diário Oficial do Estado.

Por enquanto todas as datas incluídas no calendário eleitoral deste ano foram mantidas, entre elas as filiações, convenções e realização das eleições no primeiro e segundo turno neste ano.

 Já existe uma discussão no Congresso Nacional para que a eleição seja adiada por ao menos dois meses em função da pandemia, no entanto a questão ainda não entrou em votação.