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Campo Grande, Sábado, 22 de Setembro de 2018

14/03/2018 13:00

Com aval de Reinaldo, deputados derrubam primeiro veto do ano

Agora, hospitais públicos e privados serão obrigados a ter um dentista compondo a equipe das UTEIs

Guilherme Henri e Leonardo Rocha
presidente da Comissão de Odontologia Hospitalar do CRO, Mario Eduardo Baldo (Foto: Leonardo Rocha)presidente da Comissão de Odontologia Hospitalar do CRO, Mario Eduardo Baldo (Foto: Leonardo Rocha)

Com aval do governador Reinaldo Azambuja (PSDB), os deputados estaduais derrubaram nesta quarta-feira (14) o veto do projeto de lei que obriga hospitais públicos e privados a ter um dentista integrando a equipe das UTIs (Unidades de Terapias Intensivas). Este é o primeiro veto derrubado pelos parlamentares neste ano.

No total foram 18 votos para derrubar o veto do governador. No entanto, o líder do PSDB, o deputado estadual Beto Pereira (PSDB), explicou que os parlamentares já haviam se reunido para tomar a decisão.

Após a lei ser promulgada pela assembleia, os hospitais públicos e privados serão obrigados a ter um dentista compondo a equipe das UTIs. O projeto foi proposto pelo deputado estadual Lídio Lopes (PEN), com a justificativa de evitar que pacientes tenham infecções que começam pela boca.

A justificativa do veto pelo governador foi de que a lei iria onerar as unidades de saúde. E também que o projeto não era uma prerrogativa do legislativo. Contudo, o chefe do executivo estadual foi sensibilizado pela deputada da base aliada Mara Caseiro (PSDB), que também é dentista.

Segundo Beto Pereira, a tucana pediu vistas do veto e conversou com o governador juntamente com o secretário de saúde do Estado Carlos Coimbra. Sensibilizado, Reinaldo deu aval para que o veto fosse derrubado.

O deputado estadual José Carlos Barbosa (PSB) afirma que já existem pesquisas que mostram a importância de um dentista nas UTIs. Opinião que foi compartilhada pelo deputado Paulo Siuffi (MDB). Conforme o parlamentar, o governo vai economizar dinheiro com o paciente ao evitar que ele tenha infecções pela boca no hospital.

Quem comprova as afirmações é o presidente da Comissão de Odontologia Hospitalar do CRO (Conselho Regional de Odontologia) Mario Eduardo Baldo. O dentista explica que esta lei já existe em vários estados do país. Em São Paulo, por exemplo, a lei vigora há pelo menos 10 anos.

“Pesquisas mostram que o estado chega a economizar até R$ 40 mil por paciente que não é infectado pela boca quando se tem um dentista compondo a equipe das UTEIs”, reforça.

Ainda de acordo com ele, em Campo Grande a Santa Casa e o hospital São Julião já dispõem destes profissionais. “Agora os demais precisarão se adequar”, completa.



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