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Campo Grande, Quarta-feira, 16 de Agosto de 2017

25/04/2016 14:09

Contrariando Bernal, Câmara aguarda novo projeto de reajuste a servidor

Prefeito aguarda que vereadores votem novamente o projeto rejeitado; parlamentarem pedem nova proposta

Alberto Dias
Vereador João Rocha (PSDB), ao lado dos deputados Junior Mochi (PMDB) e Pedro Kemp (PT), em audiência nesta segunda-feira (25). (Foto: Alcides Neto)  Vereador João Rocha (PSDB), ao lado dos deputados Junior Mochi (PMDB) e Pedro Kemp (PT), em audiência nesta segunda-feira (25). (Foto: Alcides Neto)

Enquanto o prefeito Alcides Bernal (PP) afirma que o reajuste salarial dos servidores depende agora de nova votação do Legislativo, na casa de leis o discurso é exatamente o contrário. “O prefeito precisa encaminhar para a Câmara um projeto, para que possamos avaliar, assim como foi feito em março”, explicou o presidente da casa, João Rocha (PSDB). “Enquanto ele não encaminhar, não podemos votar o que não existe”, complementou.

Ao final de audiência pública nesta segunda-feira (25) que debateu o saneamento na Capital, o parlamentar reclamou que, dessa vez, o pedido precisa chegar completo. “O primeiro projeto parecia uma colcha de retalhos em que faltavam informações importantes para nossa avaliação”, reiterou Rocha. Um dos pontos polêmicos, foi a falta de estudo de impacto financeiro que o reajuste de 9,57% traria aos cofres do município.

Impasse - Na semana passada, Bernal afirmou que a Prefeitura não pode mais ser autora de projeto de reajuste, em virtude da regra eleitoral que estabelece o prazo limite de 180 dias antes do pleito para reposição salarial dos servidores. Agora, a responsabilidade é da Câmara, disse. “Ela pode reapresentar o projeto que enviei, com base no regimento interno, e buscar este percentual (9,57%). Eu não posso mais ser autor”, ponderou o prefeito.

Greve – Até a aprovação do reajuste, continuam em greve cerca de 400 administrativos da Educação e 300 agentes comunitários de saúde, que não aceitam a proposta de 9,57%, “por não repor a inflação de dois anos consecutivos sem aumento”. Já os professores municipais votarão indicativo de greve em assembleia na manhã de terça-feira (26). Se aprovada, a paralisação nas escolas começará na próxima segunda-feira (2).




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