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Campo Grande, Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017

14/11/2017 12:59

CPI não tinha como investigar todos os citados da JBS, diz deputado

Eduardo Rocha justificou que CPI focou nos contratos firmados entre JBS e governo

Leonardo Rocha
CPI da JBS terminou as atividades no final de outubro (Foto: Wagner Guimarães/ALMS)CPI da JBS terminou as atividades no final de outubro (Foto: Wagner Guimarães/ALMS)

O vice-presidente da CPI da JBS, o deputado Eduardo Rocha (PMDB), afirmou que a investigação realizada na Assembleia Legislativa, não tinha como foco apurar as denúncias e pessoas citadas na delação da empresa e sim na avaliação dos cinco termos de acordo firmados com o governo estadual. “Esta investigação cabe ao Ministério Público e Polícia Federal”.

Durante a quinta fase da Operação Lama Asfáltica, os investigadores divulgaram que Ivanildo da Cunha Miranda, confessou participação em um esquema de propina, onde o ex-governador André Puccinelli (PMDB) teria recebido R$ 20 milhões durante campanha eleitoral, da JBS.

Fato este que já tinha sido citado em delação premiada da JBS. Eduardo justificou que caso a CPI fosse investigar todos os citados na delação, o grupo de trabalho montado na Assembleia, poderia ficar mais de dois anos apurando. “Imagina se fôssemos averiguar tudo? Isto cabe às autoridades, como a Polícia Federal está fazendo”.

O deputado ainda adiantou que a Assembleia Legislativa não deve abrir um novo grupo de trabalho ou até CPI, para averiguar as novas denúncias da Operação Lama Asfáltica. “Se já existe uma investigação em curso, não temos porque nós apurarmos algo que já está em andamento”, explicou.

Relatório - A CPI da Assembleia analisou mais de 10 milo notas fiscais da JBS, que foram enviadas nos cinco termos de acordo, firmados pela empresa com o governo estadual. Foi concluído que a mesma (empresa) não cumpriu os investimentos previstos em contrato, enviando notas fiscais frias, irregulares e até repetidas, para comprovar transações comerciais.

Por esta razão, foi pedido o ressarcimento de R$ 730 milhões aos cofres público, inclusive com bloqueio de bens autorizado pela Justiça. Depois de um acordo judicial, a empresa colocou garantias neste valor e vai definir em conjunto com o governo, quanto e como será feito este ressarcimento. Em troca precisa manter empregos e frigoríficos em atividade.



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