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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

30/11/2011 17:49

Delcídio cobra da tribuna do Senado investimentos da Vale em MS

Edmir Conceição
Senador Delcídio do Amaral (PT-MS)Senador Delcídio do Amaral (PT-MS)

O senador Delcídio do Amaral cobrou, em pronunciamento da tribuna do Senado, ontem á noite, investimentos da Vale em Mato Grosso do Sul. A Vale, que processa o minério de ferro e o manganês das reservas de Cor3umbá para produção do ferro liga, segundo o senado, não programou nenhum investimento no Estado, o que seria um contra-senso, considerado a exploração das reservas no Estado. O senador disse que nenhum empreendimento anunciado foi consumado pela companhia.

“Acompanhei nos últimos dias informações que alguns jornais veicularam sobre prioridades nos investimentos da empresa. Foram citados vários projetos no Brasil e no exterior, mas, curiosamente, não vi uma linha sequer sobre o meu estado, e mais especificamente, sobre a minha cidade, Corumbá, na fronteira com a Bolívia”, afirmou Delcídio, notando que vê com preocupação “esse mutismo da Vale”.

“Ha um esforço grande do Governo Federal, dos deputados e senadores que nos representam em Brasília, da administração estadual e da Assembléia Legislativa no sentido de viabilizar projetos fundamentais para o desenvolvimento econômico e social de Mato Grosso do Sul. Precisamos desses investimentos para gerar emprego, renda, diversificar nossa economia, qualificar a mão de obra e criar perspectivas para a região “, defendeu.

O senador destacou que a Vale explora há vários anos jazidas de ferro em Corumbá, chegou a adquirir as lavras que eram operadas pela angloaustraliana RTZ (Rio Tinto), prometeu ampliar a produção, agregar valor ao produto, mas até agora nada aconteceu.

“ A Vale chegou a anunciar que iríamos alcançar a produção de 15 milhões de tonelada/ano, mas não saímos dos 4 milhões. Na verdade, nem sei se chegamos aos 4 milhões. Enquanto isso, outras mineradoras que operam na região aumentaram a produção e passaram a agregar valor ao minério de ferro, como aconteceu com o projeto da MMX, depois vendido para o Grupo Vetorial, que produz gusa em uma siderúrgica de Corumbá e também no município de Ribas do Rio Pardo”, argumentou.

Para Delcídio, uma das soluções para acabar com o problema é aprovar uma nova legislação para o setor de mineração, que obrigue as empresas a investirem nas concessões recebidas. Embora decepcionado, Delcídio disse ter esperança de que a situação da Vale em Mato Grosso do Sul mude.

“Espero que a Vale se apresente. Até agora o posicionamento da empresa é absolutamente ridículo e não corresponde a história , a qualidade de seu corpo funcional e a tudo aquilo que ela representa não só no Brasil , mas também em suas atividades no exterior”, concluiu.

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