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Política

Deputado revela preocupação com falência de empresa do mesmo grupo da Enersul

Por Wendell Reis | 01/03/2012 12:55

O deputado Marquinhos Trad (PMDB) ocupou a tribuna da Assembleia Legislativa na manhã desta quinta-feira (1º) para demonstrar preocupação com o pedido de recuperação judicial da empresa energética Celpa, localizada no Pará, e controlada pelo grupo Rede Energia, que também controla a Enersul em Campo Grande.

“Podemos vir a pagar conta de outros”, alertou. O deputado relatou que conversou com um analista e recebeu a informação de que não será surpresa se o grupo pedir falência.

Marquinhos cobrou os colegas, dizendo que é preciso abrir os olhos para que este pedido de recuperação não seja refletido no Estado em abril, quando ocorre o reajuste da tarifa. Ele ressaltou que a Assembleia fez uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre a energia, mas defendeu que é preciso fazer um acompanhamento do problema.

A Enersul informou por meio de sua assessoria de imprensa que o pedido de recuperação judicial requerido pela Celpa é uma ação preventiva que tem a finalidade de permitir que a empresa garanta a continuidade dos serviços prestados à população do Pará. Além disso, afirmou que “a recuperação judicial solicitada pela Celpa está restrita à empresa e não tem conexão com as demais concessões controladas pela Rede Energia”.

O deputado também criticou a demora da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) no fornecimento de informações sobre os serviços de energia. Ele alega que enviou pedidos de informações em setembro e novembro do ano passado e janeiro deste ano, mas não obteve resposta. Marquinhos quer saber sobre a fiscalização e controle da qualidade na prestação dos serviços de energia elétrica e controle do ressarcimento de valores antecipados pelos consumidores.

Marquinhos também reclamou de problemas na distribuição de energia. Ele disse que de cada 100 consumidores, pelo menos oito reclamam de problemas com os relógios de energia. Segundo ele, vários consumidores recebem multas por problemas identificados há anos e acabam pagando, sem contestar, por conta das “facilidades” de parcelamento.

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