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Política

Desiludidos com o PT incham sigla e PSOL vira nova opção da esquerda

Por Lidiane Kober | 03/07/2015 16:59
Semy é um dos ex-petistas que assinou ficha de filiação ao PSOL
Semy é um dos ex-petistas que assinou ficha de filiação ao PSOL

Desiludidos do PT ajudam a inchar o PSOL, considerado como uma nova opção de esquerda no País. Até o ano passado, eram 1.200 filiados em Mato Grosso do Sul contra os atuais 1.700, um crescimento de 41,6%. Representante do partido nas duas últimas eleições, Sidney Melo atribuiu o bom momento a revolta com onda de corrupção que abala o Brasil e envolve as maiores agremiações.

“O PSOL se apresenta como uma opção completamente diferente, as pessoas estão cansadas de corrupção e nossa bancada (no Congresso Nacional) sempre foi contra a roubalheira e a favor dos trabalhadores. Isso criou uma identidade de opção de esquerda”, analisou Melo, que concorreu, em 2012, a prefeito de Campo Grande e, em 2014, ao Governo do Estado.

Entre os novos filiados, ele ressalta que tem “muitos ex-petistas”. “As notícias de corrupção no governo, respigam no partido e aqueles insatisfeitos procuram outra opção e encontram no PSOL uma alternativa de esquerda”, comentou Melo.

Entre os ex-petistas, o ex-deputado estadual e ex-secretário de Infraestrutura e Trânsito da Capital, Semy Ferraz, é um dos mais conhecidos. A ex-vereadora por Paranaíba, Alcita Ferraz, e quatro integrantes do diretório do PT da cidade também assinaram ficha de filiação ao PSOL.

Os novatos serão oficialmente apresentados ao partido, amanhã (4), a partir das 19h30, no Espaço Cidadania 50, em Campo Grande. “Fizemos campanha para reforçar o quatro partidário e, na Capital, conseguimos filiar 250 pessoas e, no Estado, são 500 a mais”, destacou Melo.

Questionado se o partido vai repetir candidatura própria na disputa pela prefeitura da Capital, ele disse que isso é certo, porém, evitou falar em nomes. “Diferente dos partidos tradicionais que já estão discutindo nomes para a sucessão municipal, o PSOL está preocupado em discutir a cidade e apresentar um programa que represente os anseios daqueles que mais sofrem com o caos que está instalado”, disse.

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