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Campo Grande, Domingo, 21 de Outubro de 2018

26/09/2018 19:05

Doações sobem 33% e campanha ao governo arrecada R$ 9,2 milhões

Dados do TRE apontam acréscimo de R$ 2,2 milhões em doações para cinco candidatos; João Alfredo segue sem declarar movimentação financeira

Humberto Marques
Mochi declarou o maior volume em doações até o momento, aproximando-se do limite previsto pela Justiça Eleitoral. (Foto: Divulgação)Mochi declarou o maior volume em doações até o momento, aproximando-se do limite previsto pela Justiça Eleitoral. (Foto: Divulgação)

Em um intervalo de 12 dias, as receitas para campanhas dos candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul aumentaram 33%. Dos R$ 6.929.893 registrados em 14 de setembro por reportagem do Campo Grande News, os valores declarados pelos seis pleiteantes ao Executivo estadual somaram R$ 9.218.710 nesta quarta-feira (26).

Nos dois levantamentos, foram usados números apresentados pelos concorrentes ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral) e que constam no DivulgaCandContas –o sistema de divulgação de candidaturas e contas de campanha. A diferença entre os valores declarados é de R$ 2.288.817. Dos seis candidatos, apenas João Alfredo (Psol) não informou movimentação financeira até o momento.

Como no primeiro levantamento, a campanha que mais arrecadou até o momento foi a de Junior Mochi, que segue ancorada nas doações vindas do seu partido, o MDB: R$ 4.830.000, sendo R$ 2,8 milhões doados pelo Diretório Nacional e R$ 2,03 milhões do Estadual.

O valor está R$ 70 mil abaixo do teto de receitas definido pela Justiça Eleitoral para as campanhas ao governo do Estado, de R$ 4,9 milhões. No primeiro levantamento, suas receitas chegavam a R$ 3,76 milhões –incremento de pouco mais de R$ 1 milhão.

Mochi também informou gastos totais de R$ 1.754.553,75 até o momento, sendo que R$ 1.574.099,35 já foram pagos. Sua principal despesa, no valor de R$ 500 mil, envolve as gravações de programas eleitorais para o rádio e TV e vídeos. Outros R$ 317 mil foram doados para candidatos da coligação e R$ 297,7 mil envolveram impressos.

PSDB – Governador e candidato à reeleição, Reinaldo Azambuja informou receitas de R$ 2.062.564, sendo R$ 1,8 milhão da cúpula nacional do PSDB. Os valores ainda incluem R$ 250 mil em doações de pessoas físicas, R$ 11,5 mil de candidatos e igual valor em recursos estimáveis (bens como veículos, imóveis e mobiliário, por exemplo). O financiamento coletivo rendeu R$ 1.064 ao candidato tucano. O avanço nas receitas do candidato do PSDB foi de R$ 930 mil, aproximadamente.

Já as despesas do candidato somam R$ 2.733.427,90, das quais R$ 885,9 mil já foram pagas. A gravação de programas de rádio e TV e de vídeos também lidera as despesas, chegnado a R$ 650 mil, com R$ 369,9 mil direcionados a mobilizações, R$ 280 mil em gastos terceirizados, R$ 242,1 mil com impressos e R$ 235,9 mil em adesivos.

Bluma declarou receitas de R$ 295 mil e gastos de R$ 100 mil com impulsionamento em redes sociais. (Foto: Guilherme Rosa/Arquivo)Bluma declarou receitas de R$ 295 mil e gastos de R$ 100 mil com impulsionamento em redes sociais. (Foto: Guilherme Rosa/Arquivo)

PDT – Odilon de Oliveira (PDT) informou doações de R$ 1.556.581, sendo R$ 1,5 milhão vindos do Diretório Nacional do seu partido e R$ 8 mil da cúpula estadual. A campanha do candidato ainda declarou R$ 48,3 mil em recursos estimáveis, R$ 38,3 mil em doações de pessoas físicas, R$ 2.382 de candidatos e R$ 3 mil em verbas próprias. Odilon recebeu R$ 4.953 via “vaquinha online”.

Há 12 dias, as receitas do candidato totalizaram R$ 1,551 milhão, representando uma evolução pouco superior a R$ 5 mil no período.

O pedetista contabilizou gastos totais de R$ 1.758.117,20, sendo R$ 1.198.621,20 já pagos. Os serviços de terceiros compreenderam R$ 496,6 mil em despesas, com R$ 410 mil destinados a programas da propaganda eleitoral, R$ 376,2 mil em publicidade, R$ 300 mil em doações a outros candidatos e R$ 118,9 mil com impressos.

PT – O petista Humberto Amaducci relatou receitas totais de R$ 474.565, sendo R$ 469 mil em doações de partidos (R$ 465 mil da cúpula nacional do PT e R$ 4 mil do Diretório Estadual). A relação ainda inclui R$ 4 mil em bens estimáveis e R$ 5.565 advindos de financiamento coletivo. Antes, a campanha informou receitas de R$ 392.065.

Os gastos da campanha petista, até aqui, perfizeram R$ 394.748,51, sendo R$ 300 mil com a propaganda eletrônica e vídeos e R$ 40 mil com terceirizações.

PV – As receitas de Marcelo Bluma (PV) também vieram, em sua totalidade, de doações do partido –dos R$ 295 mil, R$ 95 mil saíram do Diretório Estadual e R$ 200 mil partiram da direção nacional dos verdes, justamente o montante acima do que constava no sistema do TRE em 14 de setembro relativos ao candidato.

Bluma também manteve a concentração de gastos em impulsionamento de postagens em redes sociais –foram R$ 100 mil gastos até aqui com essa despesa. Ele ainda destinou R$ 25 mil para a produção de programas eleitorais e R$ 24,8 mil com pessoal. Houve, ainda, R$ 12 mil em doações a outros candidatos e R$ 4.980 com impressos.



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