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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

13/11/2013 10:52

Dono da Salute admite que empresa prestou serviço apenas para prefeitura

Luciana Brazil e Kleber Clajus
Érico confirma que empresa não prestou serviço para outras empresas. (Foto:Cleber Gellio)Érico confirma que empresa não prestou serviço para outras empresas. (Foto:Cleber Gellio)

O proprietário da empresa Salute Distribuidora de Alimentos, Érico Chezini Barreto, confirmou, na manhã de hoje (13), durante depoimento na Comissão Processante, na Câmara de Vereadores, que a empresa prestou serviços apenas para a prefeitura desde o dia 1° de abril, quando foi criada.

Durante a oitiva, Barreto disse também que a empresa foi desclassificada da licitação da Prefeitura por levar apenas uma amostra de produtos, e não duas como o exigido.

A Salute foi contratada de forma emergencial e sem licitação, no valor de R$ 4,3 milhões, para o fornecimento de alimentos aos Ceinf’s (Centros de Educação Infantil) no período de quatro meses. O contrato da prefeitura com a Salute foi questionado no relatório da CPI (Comissão Parlamentar) do Calote, documento que deu base à abertura da Processante.

O vereador Flávio César (PT do B), relator da Comissão, questionou Barreto sobre a atuação da empresa na Capital.

O proprietário disse que a Salute foi criada para atender outras empresas, porém, isso não aconteceu. “A Salute foi criada para atender esse contrato, mas para empresas privadas, prefeituras e outros órgãos públicos”.

Parlamentares questionaram também sobre a infraestrutura da empresa e se a mesma possuía normativas firmadas no contrato com a prefeitura, como a licença ambiental. Segundo Érico, a Vigilância Sanitária desconsiderou a necessidade da licença, já que se tratava de um escritório. “Por se tratar de escritório administrativo, eles (Vigilância Sanitária) por não haver necessidade”.

Sobre a denúncia de carne estragada, Barreto negou e disse que a comida sempre foi entregue rigorosamente.
O advogado do prefeito Alcides Bernal (PP), Jesus Sobrinho, que acompanha os depoimentos, afirmou que se houvesse o ocorrido entrega de carne estragada, o MPE (Ministério Público Estadual) teria aberto processo para investigar.

A Comissão Processante começou hoje (13) a ouvir os primeiros depoimentos de empresários envolvidos na denúncia de suposta “fabricação de emergências” na administração de Bernal. O chefe do Executivo anunciou que uma equipe irá acompanhar os trabalhos no plenário Edroim Reverdito.



Rapaz tão novo, dono de uma empresa tão nova, com um contrato tão novo, sem alvará e sem licitação, creio que não é nada novo o que está ocorrendo... suspensão do contrato já !!!
 
Lucas Dionisio em 21/11/2013 13:33:21
Simples, o MPE deve investigar tais empresas, e com pedido de LIMINAR caçar o contrato desta empresa de alimentos, uma vez que sem alvará sanitário não se pode entregar alimentos à nossas crianças, para que não aconteça o que aconteceu na escola municipal próxima a 3 barras, em que várias crianças passaram mal, chega de empresas fantasmas !!!
 
Márcio de Carvalho em 21/11/2013 13:32:06
Tudo nessa administração foi emergencial,então a saida desse prefeito deve ser emergencial também!!!!
 
alceu silva em 13/11/2013 17:58:49
Um rapaz tão novo já está envolvido em escândalos...a sociedade realmente só pensa em dinheiro. Que exemplo terá dado para os seus filhos?
 
Lucas Moraes Martins em 13/11/2013 15:14:04
A empresa Salute está sendo investigada, concordo, mas, e as outras empresas que estão prestando o mesmo serviço, não serão investigadas? Será que não tem mais "Ãngu nesse mingau " ?
 
Junior Fonseca em 13/11/2013 11:15:31
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