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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

25/05/2012 16:07

Eleição esquenta na Capital e briga por siglas se intensifica

Wendell Reis
Alcides Bernal critica dirigentes que querem negociar tempo na propaganda eleitoral (Foto: Minamar Junior)Alcides Bernal critica dirigentes que querem negociar tempo na propaganda eleitoral (Foto: Minamar Junior)

Os partidos políticos têm até o dia 30 de junho para fecharem as convenções. Embora muitos já façam contas e somem inúmeros partidos, nada está garantido até o final do processo. O governador André Puccinelli (PMDB), maior líder da situação, e o líder da oposição, senador Delcídio do Amaral (PT), já disseram que viram muita coisa mudar neste processo, incluindo siglas que na véspera da convenção estão com um partido e no outro dia já mudaram de ideia.

O País possui mais de três dezenas de partidos. Destes, grande parte acaba aparecendo apenas na época de eleição, desaparecendo no dia seguinte. Em alguns casos, esta desistência pode ser vista até durante o processo eleitoral, com as candidaturas já lançadas. As práticas, comuns em qualquer ano eleitoral, estão ainda piores em 2012, quando o embate eleitoral começa a ficar cada vez mais intenso, principalmente na Capital.

O pré-candidato do PP em Campo Grande, deputado Alcides Bernal (PP), conta que tem conversado com vários partidos, mas revela a dificuldade em conseguir alianças. O deputado conta que muitos dirigentes estão pensando apenas em negociar o partido, fazendo um “leilão” com o momento eleitoral.

Para conseguir aliados, Bernal tenta conquistar os pré-candidatos a vereador, que não querem enfrentar os vereadores que tentam a reeleição. Segundo ele, muitos pré candidatos estão fugindo das alianças que dificultam a eleição, nas chamadas “chapas carimbadas”.

“É ruim para a sigla, que deixa de apresentar ideias. Os partidos estão se tornando um negócio. No PSDB, o Reinaldo (pré-candidato Reinaldo Azambuja) está enfrentando dificuldade”.

Bernal aproveita a oportunidade para criticar a postura de alguns vereadores, que em vez de procurar o povo para mostrar o que fez, estão interessados em se manter na dependência. “Eles tinham que ir aos bairros mostrar o que fizeram e o que podem fazer”, analisou o deputado.

Neste ano a eleição para vereador em Campo Grande oferece oito novas vagas, além da deixada por Cristóvão Silveira (PSDB), que não disputa a reeleição por opção, e Athayde Nery (PPS) e Marcelo Bluma (PV), pré-candidatos a prefeito em Campo Grande.



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