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Política

Em Bonito, Riedel defende “modelo MS” para atrair investimento privado

Governador associa avanço industrial a planejamento, infraestrutura e parceria com empresas

Por Kamila Alcântara | 28/05/2026 14:21


O governador Eduardo Riedel (PP) afirmou nesta quinta-feira (28), em Bonito, que a transformação industrial de Mato Grosso do Sul é resultado de planejamento, estratégia e alinhamento entre poder público, setor privado e poderes constituídos. A declaração foi feita durante o Fórum Empresarial MS Summit, evento que reúne empresários, executivos, autoridades e presidentes de federações de indústrias do país. Há expectativa é que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça  também participe do evento.

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O governador Eduardo Riedel afirmou, durante o Fórum Empresarial MS Summit, em Bonito, que a transformação industrial de Mato Grosso do Sul resulta de planejamento e parceria entre poder público e setor privado. O evento, organizado pela Fiems, CNI e Governo do Estado, revelou que a indústria gera um em cada quatro empregos formais no Estado e registrou exportações recordes de US$ 7,81 bilhões em 2025, com produtos enviados a 153 países.

Riedel chegou ao encontro após o almoço e aproveitou a presença de representantes da indústria nacional para defender o modelo adotado pelo Estado nos últimos anos, baseado em investimentos em infraestrutura, políticas públicas voltadas à competitividade e aproximação com o capital privado.

“Acho que tudo que a gente tem vivido no Mato Grosso do Sul, em termos de transformação industrial, foi feito baseado em planejamento, em estratégia e, acima de tudo, em harmonia entre os poderes e entre o público e o privado, remando na mesma direção”, afirmou o governador.

Segundo ele, o papel do governo é criar condições para que as empresas tenham segurança para investir. “As políticas públicas são para dar confiança, competitividade, capacidade de investimento em infraestrutura, e a indústria responde”, completou.

O Fórum Empresarial MS Summit é realizado pela Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul), pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) e pelo Governo do Estado. Durante dois dias, Bonito deixa de ser apenas cartão-postal do ecoturismo e vira vitrine econômica, com debates sobre os rumos da indústria sul-mato-grossense e brasileira.

Para Riedel, trazer lideranças industriais de todo o Brasil para Mato Grosso do Sul ajuda a apresentar o que chamou de “modelo” de desenvolvimento do Estado. O governador também disse que o evento abre portas para novos investimentos privados.

“Trouxe para cá o Brasil inteiro. Isso é muito importante para conhecer um pouco o nosso modelo, tudo aquilo que a gente tem feito e, ao mesmo tempo, abrir as portas para o capital privado vir participar dessa trajetória de crescimento”, disse.

Na avaliação do governador, desenvolvimento econômico precisa ser medido também pela capacidade de gerar renda e melhorar a vida das pessoas. “Desenvolvimento é oportunidade de emprego, de renda, de dignidade das pessoas, quando aliado à educação. É uma fórmula muito poderosa para aumento de renda e para as pessoas se livrarem, às vezes, de uma dificuldade que existe nessa nossa trajetória”, afirmou.

O evento começou pela manhã com falas do presidente da Fiems, Sérgio Longen, e do presidente da CNI, Ricardo Alban. Longen destacou a integração regional como ferramenta para o avanço da indústria, enquanto Alban defendeu a aproximação da entidade nacional com as federações estaduais e com as empresas locais.

Na abertura, o encontro também apresentou dados sobre a economia de Mato Grosso do Sul. Segundo a organização, um em cada quatro empregos formais no Estado é gerado pela indústria. Em 2025, o setor bateu recorde de exportações, com receita de US$ 7,81 bilhões e produtos enviados a 153 países.

O fórum também tratou da expansão de setores estratégicos, como celulose, bioenergia e segurança alimentar, áreas que têm impulsionado a projeção nacional de Mato Grosso do Sul. Outro ponto citado foi a meta estadual de neutralizar as emissões de gases de efeito estufa até 2030.

A palestra magna ficou a cargo do economista e diplomata Marcos Troyjo, ex-presidente do NDB (Novo Banco de Desenvolvimento), o Banco dos Brics. Ele avaliou que a indústria brasileira vive um momento de mudança histórica, em um cenário global menos guiado pela globalização ampla e mais marcado por geopolítica, segurança econômica e reorganização das cadeias produtivas.

Troyjo também apontou oportunidades para o Brasil na combinação entre agro e indústria, especialmente diante da demanda mundial por alimentos. Apesar disso, alertou para entraves internos, como carga tributária elevada e dependência excessiva de crédito para financiamento empresarial.

A programação em Bonito segue até sexta-feira (29), com encontro de presidentes de federações de indústrias do Brasil.

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