Carro queimado na fronteira pode ter sido usado em execução de traficante
Veículo foi encontrado poucas horas após o assassinato de Dorileu dos Santos Vieira da Rosa

Carro carbonizado encontrado na noite deste domingo (12), em uma estrada rural entre Pedro Juan Caballero e Sanja Pyta, no Paraguai, pode ser a principal pista para esclarecer a execução de Dorileu dos Santos Vieira da Rosa, de 59 anos, morto a tiros horas antes em Ponta Porã, cidade sul-mato-grossense na fronteira com o país vizinho.
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A suspeita é de que o automóvel tenha sido utilizado pelos autores do homicídio e incendiado para eliminar provas. A informação passou a ser considerada pelas forças de segurança após o veículo ser localizado por policiais paraguaios por volta das 18h30, cerca de duas horas depois do atentado.
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O carro, possivelmente um Ford Fiesta, foi encontrado totalmente destruído pelo fogo em estrada vicinal da região de Amambay. Devido ao estado do veículo, ainda não foi possível identificar a placa nem o proprietário.
A Polícia Nacional do Paraguai informou que peritos vão analisar a estrutura remanescente para verificar se o automóvel possui registro de roubo e se há ligação com outros crimes praticados na região de fronteira. Entre as hipóteses investigadas está justamente a destruição deliberada do veículo para apagar vestígios deixados pelos criminosos.
Dorileu foi morto por volta das 16h23, quando chegava à residência onde morava, na Rua Dr. Miguel Marcondes Armando, no Jardim Universitário.
Segundo o boletim de ocorrência, ele retornava de um almoço em família no Clube do Laço acompanhado da esposa. Assim que estacionou o Fiat Uno da família em frente ao imóvel, um Fiat Palio preto parou logo atrás. Dois homens armados desembarcaram e efetuaram diversos disparos de fuzil calibre 5,56 e pistola calibre 9 milímetros contra a vítima.
A esposa conseguiu escapar ao se abrigar embaixo do carro da família e não foi atingida. Dorileu sofreu diversos ferimentos, principalmente na cabeça, foi socorrido por uma das filhas e levado ao Hospital Regional de Ponta Porã, mas não resistiu. Os atiradores fugiram logo após a execução.
No local da execução, a Polícia Científica recolheu cápsulas de fuzil 5,56 e de pistola 9 milímetros, que serão submetidas à perícia. A Polícia Civil também deve solicitar exames no veículo carbonizado para verificar a existência de vestígios balísticos, material genético ou outros elementos que possam ligar o automóvel ao homicídio.
Dorileu cumpria pena em liberdade condicional por condenação por tráfico de drogas. Em 2021, ele foi preso durante uma operação da Defron (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira), acusado de integrar um grupo investigado por tráfico de cocaína e pasta base na região de fronteira. Na ocasião, a polícia apreendeu drogas avaliadas em cerca de R$ 350 mil. Até o momento, nenhum suspeito foi preso.
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