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Política

Após bate-boca, vereadores aprovam CPI que investigará prefeita

Com 12 votos a 1, pleito foi marcado com faixas de "Fora Vanda"; membros da comissão ainda serão anunciados

Por Natália Olliver | 23/04/2024 11:35

Vereadores de Sidrolândia, município 70 quilômetros distante de Campo Grande, aprovaram, na manhã desta terça-feira (23), a instauração de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a prefeita Vanda Camilo (PP), sobre acusação de fraudes e irregularidades identificadas na Operação Trompers, que encontrou esquema milionário de desvio de verba na gestão municipal.

Ao todo, foram 12 votos favoráveis à abertura e apenas 1 contrário, do vereador Gabriel Auto Car. Ele foi citado na operação, mas o nome não costa na lista dos investigados. Durante a sessão na Câmara, houve confusão entre vereadores e faixas de “Fora Vanda”. Devido ao cenário, o presidente da Casa de Leis, Otacir Figueiredo, precisou interromper temporariamente a discussão para escolha dos membros que iriam compor a comissão.

A confusão aconteceu após manifestantes, presentes na sessão, irritarem o vereador Carlos Henrique Olinda, sob vaias e pedidos de retirada da prefeita do cargo. “É um debate sério. Só vocês podem falar? Eu quero falar. Eu respeito a presença de vocês aqui. Afastar prefeito não é assim”.

Prefeita Vanda Camilo em agenda, no dia em que operação foi deflagrada (Foto/Arquivo)
Prefeita Vanda Camilo em agenda, no dia em que operação foi deflagrada (Foto/Arquivo)

Ele ainda disse que só é réu e se tiver julgado. "Não sou juiz pra fazer isso. Posso debater corrupção a qualquer hora que vocês quiserem, mas acho que a Vanda tem o direito de responder o processo todo de maneira legal”.

Comissão - Após a pausa, Otacir Figueiredo voltou com a sessão para informar que a escolha dos membros da comissão foi adiada e que será feita ainda esta semana.

“Os vereadores se reuniram, mas houve inúmeras dúvidas para montar as comissões. Como o regimento interno deixa vago, maioria dos vereadores decidiram que nessa semana será marcada uma nova sessão para criação da comissão, porque precisa ter um parecer jurídico. Somente por isso essa data será remarcada, para que as comissões possam ser instauradas.”

Votação de vereadores a favor e contra instauração de CPI (Foto: reproduição)
Votação de vereadores a favor e contra instauração de CPI (Foto: reproduição)

O pedido de abertura da CPI foi feito pelo vereador Enelvo Iradi Felini Junior (PSDB). Ele justificou o pedido dizendo que a prefeita Vanda Camila foi omissa ou conivente com o esquema. “Todas as licitações têm assinatura dela, como que vai falar que não sabia?”, disse. Também questiona a manutenção de contrato com empresas investigadas.

Segundo o parlamentar, são necessários oito votos para que a comissão seja aprovada. Como propositor, Enelvo não participa da votação e nem o presidente da Casa de Leis, Otacir Figueiredo, o último, somente em caso de empate.

Denúncia – Na denúncia ofertada pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) e 3ª promotoria de Sidrolândia, Claudinho Serra foi denunciado por associação criminosa, fraudes em contrato e em licitação pública, peculato e corrupção passiva.

Os outros dois integrantes ativos do grupo também foram denunciados: o empresário Ricardo José Rocamora Alves e Ueverton da Silva Macedo, o “Frescura”. Claudinho Serra está preso desde o dia 3 de abril, quando foi deflagrada a 3ª fase da Operação Tromper, que apurou o esquema fraudulento. Naquele dia, foram cumpridos 8 mandados de prisão e 28 de busca e apreensão em Campo Grande e Sidrolândia.

Também foram denunciados Carmo Name Filho, Thiago Rodrigues Alves, Milton Matheus Paiva Matos, Ana Cláudia Alves Flores, Marcus Vinícius Rossentini de Andrade Costa, Luis Gustavo Justiniano Marcondes, Jacqueline Mendonça Leiria, Heberton Mendonça da Silva, Roger William Thompson Teixeira de Andrade, Valdemir Santos Monção, Cleiton Nonato Correia, Edmilson Rosa,

Além desses, Fernanda Regina Saltareli, Maxilaine Dias de Oliveira, Roberta de Souza, Yuri Morais Caetano, Rafael Soares Rodrigues, Paulo Vitor Famea e Saulo Ferreira Jimenes. Os crimes são quase os mesmos atribuídos aos outros investigados, com exceção da tipificação de peculato, exclusiva para os que exercem ou exerciam cargo público.

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