Estado e Capital unificam regulação da saúde para agilizar atendimentos do SUS
Trabalho conjunto começou há três semanas na central localizada na Avenida Afonso Pena, diz secretário da SES

Para melhorar o fluxo de atendimento a pacientes pelo SUS (Sistema Único de Saúde), Estado e município, por meio da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública) de Campo Grande e da SES (Secretaria de Estado de Saúde), irão unificar o processo de regulação médica, etapa responsável por organizar e priorizar o atendimento, especialmente em casos de urgência e emergência, para garantir que o paciente certo receba o tratamento adequado, no tempo certo e com o uso eficiente dos recursos disponíveis.
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A Secretaria Municipal de Saúde Pública de Campo Grande e a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul unificaram o processo de regulação médica do SUS. A iniciativa, que já está em funcionamento há três semanas, concentra as operações em um único espaço na Avenida Afonso Pena. A medida visa melhorar o fluxo de atendimento aos pacientes, especialmente em casos de urgência e emergência. Segundo o secretário estadual de Saúde, Maurício Simões, a unificação já apresenta resultados positivos, e há planos para incluir médicos especialistas na central de regulação, além de investimentos em tecnologia e capacitação das equipes.
A unificação já está em funcionamento há três semanas, segundo o secretário estadual de Saúde, Maurício Simões. O trabalho ocorre na Central de Regulação localizada na Avenida Afonso Pena, em Campo Grande, onde antes havia dois espaços físicos distintos, um operado pelo Estado, responsável pela regulação em todo o Mato Grosso do Sul, e outro pelo município, que cuidava da Capital e das cidades do entorno.
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Agora, as equipes dividem a mesma sala, no prédio localizado na Avenida Afonso Pena, região central de Campo Grande, e passam por um período de adaptação para padronizar fluxos e procedimentos.
Nesta segunda-feira (26), o governador Eduardo Riedel (PP) visitou a central nas primeiras horas da manhã para acompanhar o funcionamento do novo modelo. A visita ocorreu fora da agenda oficial, que previa apenas compromissos internos ao longo do dia. Também participaram da visita o titular da SES e o titular da Sesau, Marcelo Vilela.
Ao Campo Grande News, Maurício disse que a principal mudança prática é a concentração da estrutura física, de recursos humanos e das informações em um único ambiente. Ele ressaltou que o município, que antes operava em um espaço separado no mesmo prédio, passou a compartilhar integralmente a estrutura pertencente ao Estado.
“Antes havia um vai-e-vem de informações entre o Estado e o município. Hoje, elas estão todas disponíveis numa única estrutura, o que agiliza e facilita o processo regulatório”, explicou Maurício.
A proposta é construir uma regulação compartilhada, com fluxos unificados e protocolos clínicos padronizados, reduzindo o tempo de resposta para transferência de pacientes e liberação de vagas hospitalares.
O secretário afirmou que, mesmo em fase inicial, o trabalho conjunto já apresenta resultados positivos, embora ainda não haja indicadores consolidados para divulgação. “Estão compartilhando o mesmo espaço e desenvolvendo os processos compartilhados, como eu disse, já na terceira semana”, disse Maurício. “Eu achei que a gente ia ter mais dificuldade, ia bater um pouco mais de cabeça, mas não, as coisas estão em uma crescente, em uma evolução muito satisfatória. Estamos muito felizes em ver o resultado desse trabalho”, complementou.
Outra proposta, que ainda está sendo estudada, segundo o titular da SES, é a inserção de profissionais especializados na central de regulação. Segundo ele, a ideia é contar com médicos de áreas estratégicas, como ortopedia, cardiologia e neurologia, que concentram grande parte das demandas por atendimento especializado. “Em muitos casos, a avaliação de um especialista pode orientar tanto o médico regulador quanto o médico solicitante da vaga, fazendo toda a diferença no fluxo e no atendimento ao paciente”, afirmou.
Segundo Maurício, a regulação de atendimentos de alta complexidade exige processos bem estruturados, profissionalizados e cada vez mais digitalizados. Por isso, o Estado pretende investir em tecnologia, capacitação das equipes, qualificação da informação e melhoria da infraestrutura física da central.
“O processo ainda é inicial. Há muita coisa planejada que precisa ser implementada. Estamos identificando as necessidades a partir do trabalho conjunto das equipes para, agora, iniciar os investimentos”, disse o secretário estadual.
A expectativa do governo estadual é que, com a consolidação do modelo, Campo Grande passe a contar com uma central de regulação de referência nacional. “A nossa meta é ter, em breve, uma das maiores centrais de regulação do Brasil, com estrutura, qualificação, protocolos clínicos bem definidos e profissionais especializados nas áreas que mais demandam o processo regulatório”, concluiu Maurício.

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