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Campo Grande, Sexta-feira, 18 de Agosto de 2017

21/06/2017 21:21

Ex-assessor de Temer pede para falar em julgamento sobre Fachin no STF

Nyelder Rodrigues e Anahi Zurutuza

Foi protocolado às 11h05 (horário de MS) desta quarta-feira (21) o pedido do ex-deputado federal e ex-assessor do presidente Michel Temer, Rodrigo Rocha Loures, para poder falar no julgamento que decidirá se o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, deve ou não seguir na relatoria do acordo de colaboração da JBS.

A ação foi proposta pelo governado sul-mato-grossense, Reinaldo Azambuja (PSDB), um dos citados pelos donos da JBS em delação premiada. O tucano alega Fachin, também relator da Lava Jato, não pode ter preferência na distribuição da delação da JBS, já que o conteúdo que consta ali não está estritamente ligado à operação.

Além disso, é apontado pela defesa do chefe do Executivo estadual que o trecho em que o governador é citado não tem qualquer conexão com a operação que, segundo apresentado pelo advogado, "abalou as estruturas" da política brasileira.

Rocha Loures foi elemento crucial na delação da JBS, já que foi flagrado em filmagens da PF (Polícia Federal) recebendo uma mala cheia de dinheiro de Joesley Batista, dono da empresa. Ele teria sido enviado para o encontro por Temer.

Na época do flagrante, Loures era deputado federal pelo PMDB do Paraná. Porém, ele estava na vaga como suplente, ocupando a vaga do então ministro da Justiça, Osmar Serraglio, que foi exonerado e voltou ao cargo.

Com isso, Rocha Loures, considerado por muitos como o "homem-bomba", por estar em uma posição desprivilegiada perante aos demais, acabou sendo preso, já que perdeu a imunidade parlamentar com o retorno de Serraglio à Câmara Federal.

No pedido feito hoje ao STF para produzir "sustentação oral" no julgamento sobre a relatoria de Fachin, não é especificado qual seria o conteúdo da fala. A reportagem tentou contato com a defesa de Reinaldo para obter mais detalhes, porém, sem êxito.

Julgamento - O STF suspendeu o julgamento que, na prática, pode também anular a delação premiada feita pelos irmãos Batista. A sessão retornará nesta quinta-feira (22). Hoje, foi realizada a leitura do relatório e feito o voto de dois ministros.

Alexandre de Moraes, ex-ministro da Justiça e recém empossado ministro do STF, votou contra o pedido de Reinaldo, assim como o próprio Edson Fachin. O restante do colegiado vota nesta quinta-feira.




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