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Política

Fábio Trad propõe revisão de incentivos fiscais em plano de governo com 13 eixos

Documento prevê mudanças na saúde, segurança, educação, infraestrutura, economia e meio ambiente

Por Jhefferson Gamarra | 07/08/2026 14:27
Fábio Trad propõe revisão de incentivos fiscais em plano de governo com 13 eixos
Candidato ao governo de Mato Grosso do Sul pelo PT, Fábio Trad, durante entrevista ao Campo Grande News (Foto: Arquivo/Campo Grande News)

O candidato Fábio Trad (PT) apresentou nesta sexta-feira (7), no DivulgaCand, sistema da Justiça Eleitoral, o plano de governo para a disputa pelo Governo de Mato Grosso do Sul nas eleições de 2026. O documento, que tem Fábio Trad como candidato a governador e Gilda Maria como vice, estabelece 13 eixos estratégicos para uma eventual gestão entre 2027 e 2030.

RESUMO

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Fábio Trad (PT) registrou seu plano de governo para a disputa ao Governo de Mato Grosso do Sul em 2026, com Gilda Maria como vice. O documento, apresentado no DivulgaCand, estabelece 13 eixos estratégicos para uma gestão entre 2027 e 2030, abrangendo gestão pública, saúde, segurança, educação, economia, infraestrutura, meio ambiente e turismo, com foco na redução de desigualdades regionais e inclusão social.

O conjunto de diretrizes é um dos documentos apresentados pelos candidatos no processo de registro da candidatura na Justiça Eleitoral. No caso de Fábio Trad, o próprio plano informa que a versão utilizada para o registro é um retrato do momento e que poderá receber acréscimos e ajustes durante a campanha. O texto se define como um “documento vivo”, sujeito a contribuições e críticas.

O programa é dividido em 13 áreas: gestão pública; desenvolvimento econômico sustentável; política de incentivos fiscais; saúde; segurança pública; trabalho e geração de renda; educação; infraestrutura; cultura, esporte e lazer; assistência social e direitos humanos; desenvolvimento agrário e agricultura familiar; meio ambiente; e turismo.

Na síntese apresentada pelo documento, o PT afirma que as principais prioridades são o fortalecimento do Estado e do serviço público, redução das desigualdades entre a Capital e o interior, inclusão social, desenvolvimento sustentável, participação popular, valorização de direitos sociais e planejamento de longo prazo.

Gestão pública - O primeiro eixo propõe uma mudança no modelo de administração estadual, com maior participação social, transparência e descentralização das decisões. O diagnóstico do partido aponta concentração administrativa em Campo Grande e dificuldades de municípios pequenos e regiões de fronteira para acessar programas, assistência técnica e investimentos.

O plano também critica a fragmentação das políticas públicas entre secretarias e a falta de metas, indicadores e mecanismos permanentes de avaliação. Na área da transparência, aponta dificuldades de acesso a informações sobre contratos, obras, filas da saúde, desempenho dos serviços e execução orçamentária.

Como principal proposta de campanha neste eixo, Fábio Trad prevê a retomada e o fortalecimento da participação social, com reativação de conselhos estaduais, realização periódica de conferências públicas, audiências presenciais e digitais e diálogo com universidades, organizações da sociedade civil, movimentos sociais e setor produtivo.

O programa também prevê uma gestão orientada por resultados, com metas estratégicas, monitoramento de indicadores e integração entre planejamento, orçamento e execução. Entre as medidas estão a criação de planos regionais de desenvolvimento, descentralização administrativa, digitalização dos serviços públicos e um Portal Estadual de Transparência Avançada.

Esse portal, segundo o documento, teria dados abertos, informações em linguagem simples, acompanhamento em tempo real de obras e contratos, divulgação das filas da saúde e painéis públicos de execução orçamentária.

O candidato também propõe fortalecer a Controladoria-Geral do Estado, criar programas de integridade e auditorias preventivas, proteger denunciantes e combater corrupção e desperdícios. Para os servidores públicos, o plano prevê formação, modernização da gestão de pessoas, valorização das carreiras, melhores condições de trabalho e reajustes com ganho real.

Desenvolvimento econômico - Na economia, o plano parte da avaliação de que Mato Grosso do Sul cresceu nos últimos anos impulsionado pelo agronegócio, celulose, proteína animal e posição logística, mas que esse crescimento ainda é concentrado e dependente de commodities.

A proposta é ampliar a industrialização e a agregação de valor à produção estadual, com maior distribuição regional dos investimentos. O documento cita como problemas a concentração econômica em Campo Grande, Três Lagoas e no eixo da celulose, enquanto outras regiões enfrentam baixa industrialização e poucas oportunidades.

Como principal proposta, Fábio Trad pretende implantar uma política estadual de desenvolvimento regional, com incentivos diferenciados para regiões menos desenvolvidas, fortalecimento das cidades-polo, desconcentração econômica e interiorização dos investimentos.

O programa prevê ainda uma Política Estadual de Neoindustrialização Verde, com incentivo à agroindustrialização, processamento e verticalização da produção, fortalecimento das cadeias produtivas regionais e estímulo a indústrias de baixo carbono.

Também é proposta a criação de um Plano Estadual de Agregação de Valor para cadeias como proteína animal, leite, grãos, florestas plantadas, bioenergia, biotecnologia, alimentos industrializados e química verde.

Outro objetivo é transformar Mato Grosso do Sul em referência em economia verde, explorando mercado de carbono, hidrogênio verde, biocombustíveis avançados, energia solar, biomassa, economia circular, recuperação de áreas degradadas e inovação ambiental.

O candidato também prevê polos regionais de desenvolvimento, um programa estadual de inovação e tecnologia, apoio a startups, parques tecnológicos, incubadoras e uso de inteligência artificial no agronegócio e na indústria.

O plano ainda propõe universalizar a infraestrutura digital, incluindo internet de alta velocidade em todos os municípios e conectividade em assentamentos rurais, aldeias indígenas e comunidades quilombolas.

Rota Bioceânica e aeroportos - A Rota Bioceânica aparece como uma das apostas para ampliar a integração econômica de Mato Grosso do Sul. O plano prevê atração de investimentos, corredores industriais, centros de distribuição e exportação de produtos com maior valor agregado.

Fábio Trad também propõe ampliar investimentos em aeródromos de médio porte e aumentar a oferta de voos nos aeroportos de Campo Grande, Dourados, Corumbá e Ponta Porã.

Para isso, o documento prevê parceria com o Ministério de Portos e Aeroportos, além de diálogo com companhias aéreas e utilização de políticas públicas que permitam ampliar o número de voos.

Incentivos fiscais - O terceiro eixo propõe uma revisão da política estadual de incentivos fiscais. O plano reconhece que os benefícios tiveram papel na atração de investimentos, mas afirma que o modelo atual concentra incentivos em grandes grupos e setores já consolidados.

A proposta central é substituir o modelo baseado apenas na atração de grandes empreendimentos por uma política que vincule benefícios a contrapartidas estruturantes, como geração de empregos formais, valorização da mão de obra local, qualificação profissional, aumento dos salários médios e inclusão de jovens, mulheres e pessoas com deficiência.

O programa prevê também incentivos maiores para atividades que agreguem valor à produção estadual, industrializem matérias-primas locais, aumentem exportações de produtos industrializados e ampliem o conteúdo tecnológico da economia.

Entre os critérios ambientais sugeridos estão redução de emissões, eficiência energética, utilização de fontes renováveis, economia circular, recuperação ambiental e descarbonização industrial.

A proposta inclui ainda avaliação periódica dos incentivos, com metas e indicadores públicos, transparência sobre renúncias fiscais e monitoramento de empregos e investimentos.

Saúde - Na saúde, o plano apresenta uma das propostas mais significativas da candidatura: retomar para o Estado a gestão própria dos hospitais regionais atualmente administrados por entidades privadas.

O documento afirma que a rede hospitalar e especializada está excessivamente concentrada em Campo Grande, provocando sobrecarga na Capital, filas para consultas, exames e cirurgias e pressão sobre os serviços de emergência.

A principal proposta do eixo é reorganizar a rede de assistência, desde as unidades básicas até os hospitais de grande porte, e retomar a gestão própria dos hospitais regionais.

O plano prevê fortalecer os hospitais regionais de Dourados, Três Lagoas, Ponta Porã, Nova Andradina e Coxim, ampliando serviços de média e alta complexidade.

Também propõe a construção de hospitais regionais em Corumbá, Naviraí e Jardim, com aumento de leitos e serviços para atender as regiões do Pantanal, Cone Sul e Serra da Bodoquena.

Outra proposta é criar centros regionais de exames e especialidades e integrá-los ao programa federal “Agora Tem Especialistas”. O candidato também quer ampliar o serviço público de hemodiálise nas cidades-polo para reduzir a transferência de pacientes para Campo Grande.

O programa prevê ainda centros de referência em fisioterapia, terapia ocupacional, atendimento a pessoas com autismo e assistência integral à saúde da mulher.

Para as regiões mais afastadas, a proposta é ampliar unidades móveis de atendimento para comunidades rurais, indígenas, ribeirinhas e fronteiriças.

Na área de pessoal, Fábio Trad propõe criar a Carreira Estadual do SUS-MS, com objetivo de reduzir a rotatividade e interiorizar profissionais especializados. Também prevê uma Gratificação de Interiorização da Saúde para estimular a permanência de profissionais em regiões de difícil provimento e na faixa de fronteira.

Segurança pública - Na segurança, o plano identifica como principal desafio a posição de Mato Grosso do Sul na fronteira com Paraguai e Bolívia e o uso do território por organizações criminosas para tráfico de drogas, armas, contrabando e descaminho.

A proposta é adotar uma política baseada em inteligência, integração, prevenção social e presença do Estado nos territórios considerados mais vulneráveis.

A principal proposta é ampliar o combate à violência contra as mulheres, com mais Delegacias da Mulher, atendimento regionalizado 24 horas, casas de acolhimento, monitoramento eletrônico de agressores e integração entre segurança, assistência social e Justiça.

O candidato também propõe bases integradas permanentes na fronteira, com reforço operacional em Ponta Porã, Corumbá, Porto Murtinho e região sul-fronteira, além de fortalecimento do policiamento especializado do DOF.

Para os profissionais da segurança, o programa prevê recomposição salarial, concursos, formação continuada, atenção à saúde mental, valorização das carreiras e modernização de equipamentos.

Também está prevista a criação de um Programa Estadual de Saúde Mental das Forças de Segurança.

Na Polícia Civil, o plano prevê ampliação da perícia técnica, fortalecimento da polícia científica, combate à lavagem de dinheiro, delegacias digitais e modernização tecnológica da investigação.

Outra proposta é uma política estadual de prevenção à violência voltada principalmente para juventude, periferias, esporte, cultura, educação integral, inclusão produtiva e prevenção às drogas.

Para as escolas, o programa prevê mediação de conflitos, patrulha escolar, apoio psicossocial e prevenção ao bullying e à violência.

No sistema prisional, a proposta é reestruturar a Agepen, combater o domínio de facções, implantar inteligência penitenciária, ampliar educação e profissionalização e promover a reinserção produtiva dos egressos.

O candidato também propõe policiamento orientado por dados e territórios, um Plano Estadual de Segurança Rural e um Centro Estadual de Combate a Crimes Cibernéticos.

Trabalho e geração de renda - O plano afirma que o crescimento econômico não foi acompanhado, na mesma proporção, por empregos de qualidade, aumento da renda média e redução das desigualdades.

A principal proposta é o Programa Estadual de Empreendedorismo Popular, voltado para mulheres, jovens, periferias, economia solidária, agricultura familiar e pequenos empreendedores urbanos, com microcrédito, capacitação, formalização, apoio técnico e acesso a mercados.

Entre as demais medidas estão o Programa Estadual de Emprego e Nova Economia e o Programa Primeiro Emprego MS, destinado a jovens e com prioridade para moradores do interior e periferias, mulheres, população negra, indígenas e pessoas com deficiência.

Também está prevista uma Rede Estadual de Qualificação para a Nova Economia, com foco em tecnologia, indústria 4.0, inteligência artificial, logística, bioeconomia, energias renováveis e agroindústria.

O programa propõe ainda uma Política Estadual de Trabalho Digno, com combate à precarização, trabalho infantil e trabalho análogo à escravidão, além de medidas para igualdade salarial e proteção de trabalhadores de aplicativos.

Outro eixo é o Programa Mulheres na Economia, com crédito, capacitação, inovação, formalização, liderança feminina e formação tecnológica.

Educação - Na educação, uma das principais propostas é eliminar a diferença salarial entre professores concursados e contratados e ampliar gradualmente a proporção de professores concursados na rede estadual.

O plano também prevê a realização de um Censo da Educação da Rede Estadual para identificar necessidades de novas escolas, reformas, ampliações e melhorias físicas e pedagógicas.

Entre as demais propostas estão a universalização de escolas conectadas, com internet de alta velocidade, laboratórios digitais e equipamentos tecnológicos.

O candidato também pretende fortalecer o ensino técnico e profissionalizante por meio de parcerias com IFMS, Sistema S e setor produtivo, priorizando áreas como tecnologia, logística, energias renováveis, agroindústria, bioeconomia e indústria 4.0.

Outra proposta é um Programa Estadual de Permanência Escolar integrado ao Pé-de-Meia, com bolsas, apoio psicossocial, transporte, alimentação, acompanhamento pedagógico e busca ativa para combater evasão e abandono.

A valorização dos profissionais inclui formação continuada, valorização salarial, atenção à saúde mental, melhores condições de trabalho e modernização da carreira.

O plano prevê expansão do ensino em tempo integral, principalmente em regiões vulneráveis, periferias e municípios com maior evasão.

Também estão previstas iniciativas de robótica, programação, inteligência artificial, feiras científicas e iniciação científica para jovens.

A educação indígena, do campo e de fronteira também aparece entre as prioridades, com formação específica de professores, infraestrutura, material didático contextualizado e políticas de permanência.

O programa ainda prevê modernização da estrutura escolar, incluindo climatização, acessibilidade, quadras cobertas, bibliotecas, laboratórios, energia solar e manutenção permanente.

Para o ensino superior, a proposta é ampliar e fortalecer a UEMS, com novos cursos, mais vagas, pesquisa aplicada e integração com a economia regional.

Infraestrutura - Na infraestrutura, Fábio Trad propõe um planejamento integrado que envolva rodovias, ferrovias, hidrovias, aeroportos, infraestrutura urbana e desenvolvimento regional.

Uma das principais medidas é a criação do Sistema Estadual de Monitoramento de Obras Públicas, com dados abertos, georreferenciamento, acompanhamento cidadão e transparência física e financeira dos investimentos.

O programa prevê um Plano Estadual Integrado de Infraestrutura e Logística, alinhado ao Novo PAC, e um Plano Estadual de Pavimentação Rodoviária com duplicação das principais rodovias estaduais.

Também propõe parceria com o Governo Federal para duplicação ou construção de terceira faixa em rodovias federais, citando especialmente a BR-060 e a BR-262.

No caso da BR-163, o candidato afirma que pretende acompanhar a concessão e os serviços prestados pela empresa vencedora, com atenção aos valores dos pedágios.

O plano prevê ainda um programa permanente de manutenção rodoviária, recuperação estrutural, pavimentação regional, segurança viária e adaptação às mudanças climáticas.

Para a zona rural, a proposta é criar um programa de estradas e pontes destinado à recuperação de vias, substituição de pontes precárias, apoio à agricultura familiar e transporte escolar.

Na ferrovia, o candidato defende articulação com o Governo Federal para recuperação da Malha Oeste e ampliação dos terminais intermodais.

Também propõe fortalecer a hidrovia do Rio Paraguai e criar um programa de cidades resilientes para obras de drenagem, combate a erosões, prevenção de enchentes e mobilidade urbana sustentável.

O plano ainda prevê reduzir a dependência de endividamento para financiar infraestrutura, ampliando a utilização de recursos próprios, fundos de infraestrutura, captação sustentável e parcerias com controle público.

Cultura, esporte e lazer - Na cultura, o principal compromisso é ampliar gradativamente os recursos do FIC (Fundo de Investimentos Culturais), com meta de chegar a 1% do orçamento estadual.

O programa prevê editais permanentes, regionalização dos recursos, simplificação burocrática e apoio a pequenos produtores culturais.

Também está prevista a criação de um novo Plano Estadual de Cultura e do programa MS Cultura Viva, além do fortalecimento do Conselho Estadual de Cultura.

A proposta é descentralizar investimentos para interior, periferias, comunidades indígenas, quilombolas e regiões de fronteira.

O plano também prevê uma Rede Estadual de Centros Culturais e Comunitários, com espaços para formação artística, bibliotecas, música, audiovisual, dança, teatro e cultura digital.

Na economia criativa, o candidato propõe apoio a audiovisual, design, música, artesanato, games, produção digital, cultura urbana e empreendedorismo cultural.

Na área esportiva, estão previstos o Programa Esporte para Todos, recuperação e modernização de ginásios, quadras e campos e um Programa Estadual de Esporte Escolar e Universitário, com jogos estudantis, bolsas-atleta e incentivo ao esporte feminino.

O plano também inclui fortalecimento do paradesporto, recriação das Temporadas Populares e uma política estadual de lazer e convivência urbana, com parques, praças, ciclovias e espaços acessíveis.

Assistência social e direitos humanos - Na assistência social, o documento propõe integrar políticas de saúde, educação, habitação, segurança alimentar, geração de renda e direitos humanos.

A principal proposta é fortalecer políticas para a juventude, envolvendo esporte, cultura, qualificação profissional, prevenção à violência, inclusão digital e oportunidades econômicas. Outra prioridade é o combate à violência contra a mulher e ao feminicídio por meio da integração entre Segurança Pública, Saúde, Educação e Cidadania.

O candidato também propõe um Programa Estadual de Combate à Pobreza e à Fome, articulado com Bolsa Família, SUAS, Cozinhas Solidárias, segurança alimentar, inclusão produtiva e agricultura familiar.

Está prevista a ampliação de CRAS e CREAS, equipes multiprofissionais e apoio técnico aos municípios.

Outro programa proposto é o “Estado que Cuida das Pessoas”, com retomada dos Restaurantes Populares e implantação de lavanderias comunitárias, centros-dia para idosos e uma política estadual de cuidados para famílias vulneráveis.

Na área de direitos humanos, o programa prevê uma política estadual de mediação de conflitos envolvendo órgãos estaduais e instituições do sistema de Justiça.

Para os povos indígenas, estão previstas ações de proteção de direitos, mediação de conflitos fundiários, saúde, educação, segurança alimentar, apoio à produção e combate à violência.

O plano também propõe uma política de igualdade racial e medidas específicas para mulheres e população LGBTQIAP+.

Para as mulheres, as propostas incluem combate ao feminicídio, autonomia econômica, acolhimento, apoio psicossocial, geração de renda e combate ao machismo e à misoginia.

Para a população em situação de rua, o candidato propõe acolhimento, atenção à saúde mental, moradia assistida, reinserção social e qualificação profissional.

Também está prevista a recriação do Programa Estadual de Segurança Alimentar, com cozinhas solidárias, bancos de alimentos, apoio à agricultura familiar e combate à fome.

O programa ainda propõe políticas de inclusão para pessoas com deficiência e a criação de um Observatório Estadual de Direitos Humanos para monitorar violência e indicadores sociais.

Agricultura familiar e reforma agrária - No desenvolvimento agrário, o plano diferencia o agronegócio empresarial da agricultura familiar e afirma que os pequenos produtores, assentados e comunidades rurais enfrentam dificuldades de acesso a terra, crédito, assistência técnica, infraestrutura e comercialização.

A principal proposta é apoiar a política nacional de reforma agrária em parceria com o Governo Federal, incluindo identificação de áreas prioritárias, infraestrutura de assentamentos, serviços públicos, mediação de conflitos e desenvolvimento sustentável.

Também está prevista a criação de um Programa Estadual de Desenvolvimento da Agricultura Familiar, em parceria com MDA, Incra, Conab, Banco do Brasil, cooperativas, universidades e movimentos sociais.

O plano prevê fortalecer assentamentos com infraestrutura rural, habitação, eletrificação, abastecimento de água, internet, mecanização, assistência técnica e apoio à comercialização.

Outra proposta é reestruturar a assistência técnica e extensão rural por meio de concursos públicos e equipes regionalizadas.

Fábio Trad também propõe fortalecer o Programa de Agroindustrialização da Agricultura Familiar, com apoio a pequenas agroindústrias, cooperativas, processamento de alimentos, certificação sanitária e comercialização regional.

Entre as medidas estão ainda ampliação das compras públicas da agricultura familiar, crédito e microfinanças rurais, irrigação e segurança hídrica, fortalecimento das cooperativas e um programa voltado à permanência dos jovens no campo.

O plano também prevê políticas de agroecologia, apoio às mulheres rurais, estradas para produção familiar, regularização fundiária e mediação de conflitos.

Meio ambiente - A proteção ambiental é outro eixo central do programa. O documento destaca a importância do Pantanal, Cerrado, Mata Atlântica e Serra da Bodoquena e aponta problemas relacionados a queimadas, mudanças climáticas, degradação hídrica, atropelamento de fauna, uso de agrotóxicos e expansão de atividades econômicas.

A principal proposta é fortalecer o Imasul com concursos públicos, modernização tecnológica, monitoramento remoto e inteligência ambiental, além de parcerias com Ibama e ICMBio.

O plano prevê um Plano Estadual de Proteção e Recuperação do Pantanal, com prevenção permanente de incêndios, monitoramento climático, brigadas regionais, recuperação de áreas degradadas e proteção hídrica.

Também propõe um Sistema Estadual de Prevenção Climática e Gestão de Desastres.

Para a Serra da Bodoquena, a proposta é criar o programa “Serra da Bodoquena Viva”, voltado à proteção de nascentes, recuperação de matas ciliares, controle de erosões e combate ao turvamento dos rios.

Na proteção da fauna, o programa prevê passagens de animais, cercamentos inteligentes, monitoramento de rodovias, redução de atropelamentos e centros de reabilitação.

Também estão previstas ações de fiscalização por satélite e drones, combate ao desmatamento ilegal e transparência ambiental.

O candidato propõe ainda redução do uso de agrotóxicos nocivos, incentivo a bioinsumos, apoio à agroecologia e proteção de polinizadores.

Outra proposta é criar um Fundo Estadual de Emergência Climática e Proteção Ambiental e uma política de recuperação hídrica para proteger nascentes, recuperar bacias e combater assoreamento.

O programa também prevê um Plano de Desenvolvimento Sustentável do Bolsão, observando os impactos ambientais da expansão da indústria de papel e celulose e das plantações de eucalipto.

Entre outras medidas estão o Observatório Estadual das Mudanças Climáticas, uma política de resíduos sólidos e economia circular e uma governança climática com participação de universidades, povos indígenas, setor produtivo, comunidades e organizações ambientais.

Turismo - No turismo, o plano propõe descentralizar a atividade, atualmente concentrada principalmente em Bonito e no Pantanal, e transformar o setor em instrumento de desenvolvimento regional, geração de emprego e preservação ambiental.

A principal proposta é criar um Plano Estadual de Turismo Sustentável e Desenvolvimento Regional, integrando turismo, meio ambiente, cultura, infraestrutura, economia criativa e geração de empregos.

O programa prevê fortalecer o Pantanal como destino internacional sustentável, com turismo de natureza, observação de fauna, turismo científico, infraestrutura sustentável e promoção internacional.

Também propõe polos regionais para desenvolver rotas pantaneira, de fronteira, cultural, indígena, rural, gastronômica, histórica e de natureza.

Na infraestrutura, estão previstos investimentos em acessos rodoviários, aeroportos regionais, sinalização, conectividade, saneamento e centros de atendimento ao visitante.

O candidato também quer criar um programa de qualificação profissional do turismo, com formação em idiomas, hospitalidade, gestão, gastronomia, ecoturismo, tecnologia e turismo internacional.

Outra frente é o turismo de base comunitária, envolvendo comunidades indígenas, agricultura familiar, cooperativas e economia solidária.

O programa prevê ainda integrar turismo e economia criativa, ampliar a presença de Mato Grosso do Sul no mercado sul-americano por meio da Rota Bioceânica e criar políticas de turismo sustentável e acessível.

Por fim, estão previstas a criação de um calendário estadual integrado de eventos turísticos e culturais, apoio a pequenos empreendedores, um Observatório Estadual do Turismo e mecanismos de governança regional com participação dos municípios e das comunidades.