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Em Pauta

Petróleo e estrada de ferro: o tratado que uniu o Brasil à Bolívia

Por Mário Sérgio Lorenzetto | 22/09/2026 07:40
Petróleo e estrada de ferro: o tratado que uniu o Brasil à Bolívia

A locomotiva levou muito tempo para silvar no calcário corumbaense. Estancou em Porto Esperança e por lá ficou. O sonho distava ainda mais de levar os trilhos de Corumbá a Santa Cruz de la Sierra. Símbolos da mesma fé, Santa Cruz de Corumbá e Santa Cruz de la Sierra, viviam em descrença. Era fundamental. Tratava-se de extensa faixa petrolífera que vai do rio Pilcomaio à região de Madre de Dios. Os tratados de 1938 asseguraram a vinculação ferroviária e previram a saída e aproveitamento do petróleo.


Petróleo e estrada de ferro: o tratado que uniu o Brasil à Bolívia

Acre e Argentina, as motivações do tratado.

A política ferroviária argentina, “como um polvo”, diziam à época, lançava seus tentáculos de aço até Cochabamba. Urgia o Brasil responder a essa iniciativa, lançando trilhos que unissem nossos povos. A Bolívia, como sempre, não dispunha de recursos para levar adiante uma empreitada de tamanha envergadura. Mais de seiscentos quilômetros de trilhos custam uma fortuna.


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Vinte bilhões de reais.

Os recursos saíram do Brasil como compensação diplomática prevista no tratado anterior - de 1.903 - denominado Tratado de Petrópolis, que pôs fim à disputa territorial entre o Brasil e a Bolívia pelo território do Acre. Foram gastos mais de um milhão de libras esterlinas-ouro, mais de vinte bilhões de reais atuais. Uma gigantesca fortuna.


Petróleo e estrada de ferro: o tratado que uniu o Brasil à Bolívia

O petróleo gasoso.

Foi esse tratado de 1.938 que deu inicio ao que temos atualmente . O gás boliviano só foi vendido ao Brasil graças a esse ato de reciprocidade entre os dois países. À exceção da Questão Acreana, de pequena importância para os bolivianos, Brasil e Bolívia sempre tiveram boas relações.

 

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