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Campo Grande, Segunda-feira, 23 de Julho de 2018

03/10/2017 14:02

Fórum apoia projeto que estabelece cota para as mulheres no Parlamento

Proposta está da reforma política no Congresso Nacional

Leonardo Rocha
Fórum conta com a participação de gestoras e políticos (Foto: Divulgação)Fórum conta com a participação de gestoras e políticos (Foto: Divulgação)

O Fórum criado em Mato Grosso do Sul para debater a ampliação das mulheres na política, está empenhado em defender o projeto, que estabelece cotas de 10% de assento para as mulheres, nos parlamentos federais, estaduais e municipais. Sendo que este percentual vai subir nas próximas eleições para 12% e depois 16%.

Esta proposta pode ser votada hoje (03), no Congresso Nacional, dentro da reforma política, que está em discussão na Câmara Federal, e precisa ser aprovada nas duas Casas de Lei, até 5 de outubro, um ano antes da eleição, para já entrar em vigor em 2018.

O Fórum que tem a participação de políticos, gestoras municipais e estaduais, assim como representantes da sociedade civil, apresentou dados que mostram o "desiquilíbrio" na representação feminina na política.

Em relação ao ranking da participação no Congresso Nacional, o Brasil ficou na 154ª posição, com 55 das 513 cadeiras da Câmara dos Deputados ocupadas por mulheres (10,7%) e 12 dos 81 assentos do Senado preenchidos por representantes femininas (14,8%).

Representação - Em Mato Grosso do Sul, as mulheres representam 52% do eleitorado, mas foram eleitas apenas três deputadas estaduais (de 24 cadeiras) e uma deputada federal (de oito cadeiras).

"Nesse momento em que o Congresso Nacional está discutindo reforma política e estão em pauta projetos de interesse das mulheres, nós não podemos ficar alheias a esses movimentos”, afirmou Luciana Azambuja, subsecretária estadual dos Direitos da Mulheres.

A deputada Antonieta Amorim (PMDB) disse que está confiante na aprovação da matéria, para que haja mais equilíbrio. "Entendo que nem precisa ser (representação) de 50%, porém menos desigual, tendo a participação significativa das mulheres. Os partidos também têm que nos dar o devido valor e não servir apenas para compor chapas".



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