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Campo Grande, Quarta-feira, 20 de Março de 2019

07/03/2019 12:40

Incomodado com partido, Coronel David ameaça deixar PSL

Deputado disse que se não for tratado com "dignidade" dentro da legenda, vai procurar outro rumo

Leonardo Rocha
Deputado Coronel David (PSL), durante sessão, na Assembleia (Foto: Assessoria/ALMS)Deputado Coronel David (PSL), durante sessão, na Assembleia (Foto: Assessoria/ALMS)

O deputado Carlos Alberto David (PSL), o Coronel David, disse hoje (07),que se não for tratado com “dignidade” dentro do PSL, em Mato Grosso do Sul, poderá  deixar o partido e seguir com sua carreira política, em outra legenda. O parlamentar já tinha revelado que estava sendo “retirado” das reuniões e decisões da sigla, que está sendo comandada pela senadora Soraya Thronicke (PSL).

“Se continuarem a me tratar desta forma, sem a devida dignidade, vou pensar em sair da legenda”, disse o deputado. Questionado se já estava conversando com outros partidos, para eventual mudança, David disse que o momento é de reflexão e vai ser definido no seu devido tempo.

David ainda adiantou que desde a campanha, tem uma sintonia maior com o deputado federal Luiz Ovando (PSL), que também ficou fora da direção estadual provisória, comandada por Soraya, tendo ainda a participação dos deputados Renan Contar e Loester Carlos Gomes. “Sempre fomos mais unidos, agora estamos excluídos”.

O partido chegou neste impasse no Estado, quando houve o conflito entre Soraya e o ex-presidente regional do PSL, Rodolfo Nogueira, que é mais próximo de David. A senadora chegou a denunciar o correligionário durante a campanha, registrando boletim de ocorrência por ameaça.

Mudança - No começo de 2019, o presidente nacional do PSL, Luciano Bivar, retirou Nogueira da direção estadual e colocou em seu lugar a senadora eleita. Depois desta mudança, David alega que as portas do que PSL ficaram “fechadas” para ele.

Sobre o tema, Soraya já declarou que era natural a “divergência de ideias” dentro da legenda, e que se tratava apenas “formas diferentes de fazer política”.

Também disse que ficaria no comando do partido, enquanto fosse necessário e que a direção estava com “pessoas de sua confiança”, mas que as decisões estavam sendo tomadas de forma coletiva. “Não faço nada sozinha”.



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