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Política

Juiz rejeita prestação de contas e PSL pode ficar sem fundo partidário

Por Gabriela Couto e Lucia Morel | 19/02/2021 17:19
Judicialização para comando do PSL entre Senadora Soraya Thronicke e deputado federal Carlos Loester pode deixar partido sem recursos - Foto (Arquivo)
Judicialização para comando do PSL entre Senadora Soraya Thronicke e deputado federal Carlos Loester pode deixar partido sem recursos - Foto (Arquivo)

O juiz da 8ª Zona Eleitoral de Campo Grande, Luiz Felipe Medeiros Vieira, rejeitou a prestação de contas do PSL de Campo Grande, em relação à campanha de prefeito de Vinícius Siqueira e do vice Rhiad Abdulahad na disputa da eleição municipal de 2020. Se o partido não reverter a situação, pode perder direito a recursos públicos.

Segundo a Justiça Eleitoral, a Comissão Provisória Municipal do PSL, comandada pelo deputado federal Loester Carlos Gomes de Souza, conhecido por "Tio Trutis", não cumpriu com os prazos legais para apresentação da documentação.

O partido tinha até o dia 4 de fevereiro para se manifestar sobre o que aconteceu. Por isso o magistrado acatou a decisão do Ministério Público Eleitoral e rejeitou as contas do PSL, em razão da inércia para responder o judiciário.

O partido pode recorrer ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob pena da perda do direito ao recebimento da quota do Fundo Partidário e FEFC (Fundo Especial de Financiamento de Campanha), bem como pela suspensão do registro do partido. Além disso, os membros da agremiação podem sofrer sanções eleitores e ficarem inelegíveis.

A situação ainda dá brecha para intervenção do PSL nacional em Mato Grosso do Sul.

Respostas – O deputado federal Loester Carlos argumentou que não faz mais parte das executivas do PSL de Mato Grosso do Sul e de Campo Grande. “Pedi pra sair da estadual tem muito tempo. E fui retirado da municipal da Capital", alegou.

A judicialização para definir quem comandava o PSL de Campo Grande foi protagonizada pela presidente regional da sigla, senadora Soraya Thronicke. Ela entrou com recurso para retirar o deputado que estava à frente da campanha municipal e que tentou se lançar candidato a prefeito, perdendo a batalha judicial contra o colega de legenda Vinícius Siqueira, que disputou a prefeitura de Campo Grande.

Trutis usa essa justificativa para se isentar da decisão judicial que rejeitou as contas do partido.  “As contas são entregues e prestadas em dezembro. Eu não era mais presidente. Todas as documentações referentes à época que estive no PSL de Campo Grande tiveram aprovação do TRE. O que está reprovado é a parte de dezembro, que não era minha gestão”, afirma.

Era sim - Ao Campo Grande News,  Rhiad Abdulahad, candidato na chapa à prefeitura e tesoureiro do partido, contestou as informações de Trutis. Documento da Justiça Eleitoral sobre o caso mostrado por ele tem o nome do deputado federal como responsável pela legenda até fevereiro deste ano.

A despeito disso, segundo a senadora Soraya Thronicke, "vamos sanar lacunas que ele deixou e tocar partido pra frente".

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