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Política

Licença de Claudinho Serra deixa Câmara Municipal no "limbo", à espera do TRE

Se não tiver resposta do TRE, presidente da Casa diz que irá convocar Wellington de Oliveira

Por Silvia Frias e Caroline Maldonado | 16/05/2024 10:44
Gabinete de Claudinho Serra hoje, na Câmara Municipal: portas fechadas e funcionários exonerados (Foto: Caroline Maldonado)
Gabinete de Claudinho Serra hoje, na Câmara Municipal: portas fechadas e funcionários exonerados (Foto: Caroline Maldonado)

Com a licença de 120 dias de Claudinho Serra (PSDB) oficializada, a Câmara Municipal de Campo Grande está no “limbo”, sem saber quem deve ocupar a vaga. O presidente da Casa de Leis, Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB), disse que aguarda posicionamento do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) e, caso não receba informação, irá convocar Wellington de Oliveira.

 “A Câmara precisa chamar o suplente, só o TRE que pode informar quem é o suplente”, disse Carlão, acrescentando que entrou em contato com o presidente do tribunal, desembargador Paschoal Carmello Leandro, pedindo celeridade na resposta.

Carlão diz que irá aguardar até a próxima semana, sem precisar exatamente o dia e, sem resposta, vai começar a convocar pela lista dos suplentes que haviam sido diplomados pelo PSDB.

Inicialmente, Lívio Leite havia sido convocado, mesmo tendo migrado para o União Brasil. Porém, mandado de segurança expedido pelo Justiça Eleitoral aceitou parcialmente o mandado de segurança imposto pelo suplente ao cargo de vereador, Gian Sandim (PSDB), que suspende a posse de Lívio.

O próximo da lista é Junior Longo, que migrou do ninho tucano para o Republicanos, situação similar de Lívio Leite, que também não faz mais parte do PSDB e também pode ter posse questionada judicialmente, a exemplo do ex-colega.

Por isso, Carlão convocaria Wellington de Oliveira, que havia migrado para o PL, onde disputou vaga para deputado federal nas eleições de 2022, mas voltou para o PSDB durante a janela partidária este ano.

Aí, a convocação cai em dois entraves: Wellington já havia dito ao Campo Grande News que não tem interesse na vaga e apoia Lívio Leite. "Hoje, eu não tenho interesse devido ao cargo que ocupo. Com tantas circunstâncias não dá para ficar criando expectativa. Um mundo de quase é um mundo de nunca".

O segundo é o embate judicial. O advogado Regis Carvalho, que representa o suplente a vereador Gian Sandim diz que Wellington também não teria direito à vaga. Embora tenha voltado para o partido desde 6 de março de 2024, ele ocupa atualmente a posição de 4º suplente de deputado federal pelo PL.

“Dessa forma, a chamada janela partidária também não o aproveita, já que além de não ser detentor de mandato eletivo, e a janela só aproveita o titular de mandato eletivo, seria uma completa incongruência legal aceitar que ele é, ao mesmo tempo, terceiro suplente de vereador pelo PSDB e quarto suplente de deputado federal pelo PL”, discorreu o advogado.

Depois de Wellington, a lista teria Antônio Cruz e Cida Amaral, que saíram do PSDB e foram para o MDB e Republicanos, respectivamente. Na sequência, está Gian Sandim, 8º suplente e que ainda está no ninho tucano.

Saída – Hoje, o gabinete de Claudinho Serra está fechado. Carlão disse que assinou a exoneração dos funcionários do vereador licenciado, o que deve ser publicado na próxima edição do Poder Legislativo, no Diogrande. Cada parlamentar tem direito a 15 assessores, mas não foi informado quantos prestavam serviço ao tucano.

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