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Campo Grande, Terça-feira, 16 de Outubro de 2018

02/10/2018 10:51

Mesmo sem "férias", 14 deputados faltam e nada é votado na Assembleia

Durante a sessão desta terça-feira, não havia quórum suficiente e nem projetos pautados

Mayara Bueno e Leonardo Rocha
Da esquerda para direita, Maurício Picarelli, Rinaldo Modesto, ambos do PSDB, e Paulo Siufi (MDB) na frente da mesa diretora. (Foto: Luciana Nassar/ALMS/Arquivo).Da esquerda para direita, Maurício Picarelli, Rinaldo Modesto, ambos do PSDB, e Paulo Siufi (MDB) na frente da mesa diretora. (Foto: Luciana Nassar/ALMS/Arquivo).

Na primeira sessão da última semana antes da eleição, os deputados estaduais de Mato Grosso do Sul, a maioria candidato à reeleição, não votaram nenhum projeto de lei nesta terça-feira (dia 2). Dos 24, só 10 compareceram à sessão, mesmo após a polêmica em torno da tentativa de estabelecer uma espécie de férias no período pré-votação.

As sessões começam por volta das 9 horas, conforme previsto em regimento e, no momento da ordem do dia, quando os parlamentares votam projetos de leis, havia somente sete deputados estaduais: Antonieta Amorim (MDB), Mara Caseiro (PSDB), Paulo Siufi (MDB), Pedro Kemp e Cabo Almi, ambos do PT, Maurício Picarelli (PSDB) e Herculano Borges (SD).

No começo da sessão chegou Márcio Fernandes (MDB). Depois da votação, apareceram Rinaldo Modesto (PSDB), Zé Teixeira (DEM) e Felipe Orro (PSDB).

Além da quantidade de parlamentares presentes ser insuficiente para votação, não havia na pauta qualquer projeto. O episódio ocorre dias depois em que os deputados desistiram da "férias" para se dedicarem a campanha. O episódio ganhou repercussão negativo no eleitorado.

Dos 24 deputados, 19 tentam se reeleger nos cargos, portanto, têm agendas de campanha. Os parlamentares Beto Pereira (PSDB) e George Takimoto (MDB) tentam vagas de deputado federal e Grazielle Machado (PSDB) e Antonieta Amorim (MDB) desistiram da reeleição.

O presidente da Casa de Leis, deputado Junior Mochi (MDB), disputa o cargo de governador. Apesar de constar na agenda de campanha a ida à Assembleia, ele não estava no plenário, no momento da Ordem do Dia.

Quem sugeriu que os parlamentares cancelassem as três últimas sessões antes do pleito foi o deputado Paulo Corrêa (PSDB). A ideia era que os parlamentares se dedicassem exclusivamente à campanha.

O presidente, na ocasião, até disse que a medida poderia ser feita, mas que então os deputados fizessem uma “força-tarefa” para antecipar votações importantes.

Contudo, Corrêa voltou atrás e retirou a sugestão, afirmando que estava havendo má interpretação em torno do cancelamento das sessões. Nos bastidores, a informação é de que os deputados avaliaram que a situação geraria desgaste político.

A conclusão dos parlamentares foi de que, quem quisesse cumprir o trabalho, compareceria às sessões e os que precisassem faltar, poderiam, desde que apresentasse justificativa.



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