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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

31/01/2012 21:09

MPE e TCE gastam demais e impedem doação de R$ 4 milhões a hospital

Wendell Reis
O prefeito Nelson Trad Filho durante visita a obra do Hospital do Trauma, que terá R$ 1 milhão do Governo do Estado. (Foto:João Garrigó)O prefeito Nelson Trad Filho durante visita a obra do Hospital do Trauma, que terá R$ 1 milhão do Governo do Estado. (Foto:João Garrigó)

O prefeito de Campo Grande, Nelson Trad Filho (PMDB), saiu bastante insatisfeito da audiência com o governador André Puccinelli (PMDB) e com o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, Jerson Domingos (PMDB), no final da tarde desta terça-feira (31). Isso porque, ao final da reunião, o governador disse que os gastos extras, de R$ 6 milhões do TCE (Tribunal de Contas do Estado) e de R$ 12 milhões do MPE (Ministério Público Estadual), vão impedir a doação de R$ 4 milhões para o término do Hospital do Trauma.

Jerson Domingos chegou a declarar que teriam sobrado R$ 12,9 milhões da Assembleia, mas o governador André Puccinelli disse que a história não é bem assim. O governador mostrou a planilha de gastos de cada Poder, revelando diferenças em cada mês. Em janeiro de 2011, a exemplo, a Assembleia teria que receber 12,9 milhões do Governo, mas só recebeu R$ 12,2 milhões, ficando com um haver de R$ 700 mil. A somatória destas diferenças em todos os meses acabou resultando em um haver de R$ 15 milhões.

O governador explica que não sobrou, pois a Assembleia nem chegou a receber este valor. Porém, com os gastos extras do TCE e do MPE, o governador teve que “suplementar” os outros Poderes, o que impediu a sobra.

Doação de R$ 1 milhão - O governador André Puccinelli (PMDB) revelou que o Hospital do Trauma precisa de R$ R$ 3,280.000,00 para ser concluído.

Destes, prometeu R$ 1 milhão, que será disponibilizado quando o prefeito quiser. Porém, ele terá que fazer um convênio para que o dinheiro seja carimbado para este fim. Fora isso, o governador se comprometeu a ir a Brasília para pedir os R$ 2,2 milhões que vão faltar.

Ao final da reunião com os Poderes, o governador decidiu que o MPE, que recebia R$ 17 milhões, vai receber R$ 19 milhões, para contratar mais promotores, a Assembleia passará de R$ 12 milhões para R$ 12,4 milhões, Tribunal de Justiça, de R$ 29 milhões para R$ 31 milhões e o TCE receberá os mesmos R$ 9,8 milhões. Além disso, os Poderes vão ter que pagar 13º salário e aumento do mês de maio com estes valores. A reunião entre os Poderes do Estado, com a participação de todos os presidentes, demorou duas horas.

No começo de dezembro o secretário de Saúde de Campo Grande, Leandro Mazina, informou ao Campo Grande News que a prefeitura tinha dinheiro para manter a obra do Hospital do Trauma até janeiro de 2012. A época ele disse que se a Assembleia não doasse o dinheiro poderia comprometer o cronograma de entrega, previsto para dezembro de 2012.

O Hospital do Trauma é apontado pelo prefeito como a solução para os problemas do trauma em Campo Grande. O prédio anexo da Santa Casa de Campo Grande terá 141 leitos, sendo 110 de internação, 18 de observação do tratamento intensivo, dez de CTI (Centro de Tratamento Intensivo), três de isolamento e cinco salas de cirurgia.



PARECE-ME QUE JÁ OUVI UMA HISTÓRIA DE DEVOLUÇÃO DE DINHEIRO DOS LEGISLATIVOS PARA OUTROS ¨PODERES¨, PARECE QUE NÃO EXISTIA COTA DE HOSPITAL. TAMBÉM ESTA CLARO QUE NOSSO PREFEITO NÃO PRECISA, DIANTE DAS ARRECADAÇÕES RECORDES, FICAR PEDINDO ESMOLA. DECISÃO AMIGO PREFEITO.
 
ELESBÃO MUNHOZ - MÉDICO em 02/02/2012 12:18:37
Pararam para pensar? O orçamento do MPE e do TCE sofreram aumentos. Porque? te conto eles que tem o dever constitucional de fiscalizar os Poderes da República. Agora o MPE e TCE com dinheiro sobrando e nada de fiscalizar. Vocês sabiam que cada Promotor do Estado de MS pode contratar a bel prazer um assessor comissionado, ai nos perguntamos cade estes Órgãos fiscalizadores, fazendo alguma coisa?
 
Ilmar Renato Granja Fonseca em 02/02/2012 01:05:31
Nota dez Para o fotografo do site campo grande News que mostra o prefeito Nelsinho trad sozinho olhando o hospital do trauma .
Nota ZERO para o presidente da Assembleia do estado Jerson Domingos que prova que não tem compromisso com campo grande .
 
Jose carlo Gomes em 01/02/2012 12:45:28
Assim como o prefeito, estou muito decepcionada. Não acho justo a população sofrer pela falta de habilidade na administração dos órgãos estaduais. O término na obra de um hospital deveria ser prioridade, independente de outros fatores. Me espanta o nosso governador, que é médico, permitir essa injustiça com a população. Os cidadãos precisam de leitos nos hospitais e atendimento de qualidade!!!
 
Karina Barros em 01/02/2012 12:24:46
o povo sempre foi idiota, desde os tempos de Cabral. Com os políticos que temos neste país voce só vai ver é injustiça. Injustiça não é pagar bem Juizes e promotores, injustiça é você ver o dinheiro do imposto ir para empresas fantasmas, contas nos paraísos, empreiteiros amigos, e para a compra do voto nas eleições. Esse é um dinheiro sofrido que ninguém ve onde vai.
 
antonio josé da silva em 01/02/2012 09:31:25
impostos não para de chegar,cobram asfalto depois fazem propagando.que a cidade cresce com o pagamento dos impostos.mas todo mes vem cobrando o asfalto IPV .absurdo IPTU nem se fala e não sobra dinheiro!.pra onde esta indo tanta grana.....
 
marco antonio em 01/02/2012 09:28:43
Essas coisas são bem próprias desse nosso querido país. Poucos gastam muito e muitos serão prejudicados, quem sabe com o sacrfício de suas vidas. Será que isso comoverá algum envolvido no caso ?...
 
Alicio Mendes em 01/02/2012 09:28:05
Eu só doaria se o TCE e MPE revissem os seus gastos. Para hospital não sobra mas para estes órgãos que não funcionam tem de ter dinheiro.
 
João Crisóstomo de Campo Grande - MS em 01/02/2012 09:26:19
QUE ABSURDO!!!!
ISTO É MATO GROSSO DO SUL!!!!.................
SERÁ QUE O POVO SULMATOGROSSENSE VAI FICAR INERTE VENDO TODA ESTA FARRA!!!!!................
 
Jaime Fernandes em 01/02/2012 08:55:44
De fato, é absurda a facilidade com que o orçamento ao TCE e MPE são incrementados, sem ter que se provar nada; já para o hospital, tem de haver convênio, um monte de burocracia, além de ter que implorar em Brasília para ver se alguém arruma o dinheiro que falta.
As prioridades estão erradas!!!!
 
Thiago Dias em 01/02/2012 02:49:45
Tomara que precisem um dia......ai vão sentir na pele essa indiferença com os mais necessitados.........
 
Cláudio Roberto de Oliveira em 31/01/2012 10:28:32
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