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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

08/11/2010 14:17

MPE move ação para recuperar valor desviado em Dourados

Redação

Está correndo desde a semana passada no Judiciário ação por improbidade administrativa movida pelo MPE (Ministério Público Estadual) contra o prefeito afastado de Dourados, Ari Artuzi (expulso do PDT) e mais 59 pessoas. O processo é mais um resultado da Operação Uragano, que descobriu irregularidades na administração douradense que, nas contas do MPE, podem ter lesado o erário em pelo menos R$ 35 milhões.

Com o novo processo, protocolado na quinta-feira passada, uma das intenções do MPE é que os envolvidos sejam obrigados a devolver o dinheiro desviado. A ação também pode tornar os acusados inelegíveis, caso sejam condenados, além de determinar a perda da função pública além de pagamento de multa.

Todos os réus já respondem a ação penal, em que são acusados de corrupção ativa e passiva, fraude à licitação, formação de quadrilha e falsidade ideológica, entre outros crimes.

A Operação Uragano, que é base da denúncia, descreveu um esquema que desvio de dinheiro público por meio de licitações fraudulentas e de pagamento de "retorno" pelas empresas contratadas pela prefeitura para serem escolhidas nos processos. O destino do dinheiro seria o bolso do próprio prefeito e de sua família e o dos vereadores, que, conforme a denúncia, recebiam um valor mensal para aprovar sem dificuldades as proposições do Executivo.

Os processados Além do prefeito afastado Artuzi, preso em Campo Grande desde o dia 1º de setembro, estão na lista de denunciados, o vice-prefeito Carlinhos Cantor e 11 dos 12 vereadores eleitos em 2008, entre eles, o atual presidente da Câmara Dirceu Longhi (PT), e o 1° secretário da mesa diretora Gino Ferreira (DEM). Dirceu e Gino, apesar de não terem sido presos, como aconteceu com os outros parlamentares envolvidos no esquema, foram indiciados na Uragano.

Ex-secretários, empresários e diretores do Hospital Evangélico também são alvos da ação. A atual prefeita, Délia Razuk (PMDB) foi a única vereadora que não foi denunciada, além dos suplentes que assumiram os cargos após o afastamento de 9 vereadores pela Justiça, a pedido do MPE.

(Com informações do Dourados Agora)

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