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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

20/11/2013 13:07

Mulheres lotam plenário, mas votação de projeto é adiada por falta de quórum

Leonardo Rocha
Deputado destaca que 90% dos recursos para colocar  em prática as políticas públicas poderiam vir da União (Foto: Divulgação)Deputado destaca que 90% dos recursos para colocar em prática as políticas públicas poderiam vir da União (Foto: Divulgação)

Representantes dos movimentos contra violência a mulher estiveram hoje na Assembleia para “pressionar” os deputados a derrubarem o veto do governo estadual, em relação ao projeto que promove políticas públicas para as mulheres, entre elas delegacia especializada com plantão 24 horas e abrigos provisórios para quem for vítima de violência.

A proposta estava pautada para entrar em votação, no entanto antes se iniciar a apreciação dos projetos, os deputados que integram a base do governo se retiraram do plenário, o que impossibilitou a análise por falta de quórum.

O presidente da Casa, o deputado Jerson Domingos (PMDB), informou ao deputado Laerte Tetila (PT), autor do projeto, e a plateia, que esperava o resultado, que o executivo vai analisar melhor a proposta e se comprometeu pessoalmente a convencer o governador.

“Vamos explicar a ele a importância do projeto e pedir que ele reveja sua decisão sobre o veto, espero que tenhamos sucesso”, destacou ele.

Veto - O governo estadual vetou o projeto destacando que a implantação destas mudanças e unidades deve ser uma prerrogativa do poder executivo e não do legislativo, já que se precisa um planejamento dos recursos que serão empregados no projeto.

Tetila explicou que várias ações da proposta podem ser feita por meio de parceria com o governo federal e com os municípios. “Cerca de 90% dos recursos podem vir da União, através do seu orçamento, ou pela emendas parlamentares, restaria apenas 5% ou 10% para o governo estadual”, apontou.

O deputado destacou que estas políticas públicas apenas colocariam em prática a Lei da Maria da Penha, com a implantação de centro integral de atendimento a mulher, campanhas educativas, capacitação dos servidores, delegacia 24 horas e abrigos provisórios para vítimas de violência.

“No Estado temos casos de violência as mulheres em 6% a cada 10 mil, sendo que a média é de 4% em todo país, além de termos Ponta Porã incluída entre as dez cidades mais violentas contras as mulheres do Brasil”, ressaltou ele.

Proposta – A vereadora Luiza Ribeiro (PPS), que esteve hoje na Assembleia, destacou que hoje as delegacias especializadas funcionam apenas de segunda a sexta, em horário comercial. “Não atende a demanda, temos que fortalecer as políticas a favor das mulheres, espero que os deputados ainda derrubem este veto”.

A promotora de justiça Ana Lara Camargo ponderou que com esta delegacia de 24 horas, muitos processos de violência contra as mulheres não ficariam misturados com os demais.

“O tratamento seria outro, assim como a abordagem e a atenção devida, de janeiro a julho deste ano 42% das ações penais foram de violência doméstica”.



Os nobres deputados mostraram como são covardes,ano que vem tem eleição.
 
roberto lopes em 20/11/2013 22:22:31
É nesta hora que se percebe a hipocrisia estampada de governos que dizem apoiar as mulheres em suas necessidades. Mas as mulheres hoje representam uma porcentagem muito forte do eleitorado e portanto o ano que vem elas poderão dar o troco merecido a um governo cego que não enxerga ou faz de conta que não está acontecendo nada de grave com mulheres que são vitimadas de assassinados todos os dias nesse país diante dos olhos dos governantes insensíveis. Aguardem que virá a resposta com velocidade maior do que a fórmula I.
 
João Alves de Souza em 20/11/2013 13:35:54
Olha o nível de nossos Deputados. A falta de respeito com nos mulheres. Deputados covardes se não tem coragem para contrariar o Governador mas tem a coragem da covardia de virar as costas para nos? Por isto que a violência contra as mulheres aumentam. Presidente da assembleia a onde esta atua autoridade e liderança? AMIGAS vamos marcar bem este fato, o ano que vem temos eleição para: governador, deputados estadual e federal, senador. Nós somos a maioria do eleitorado. E estes covardes vão aparecer novamente pedindo o nosso voto... e ai vai ser a hora de mostrar que não somos vaquinhas de presépios e não aceitamos mais ser votos de cabresto. BASTA DA FALTA DE RESPEITO. Somos contribuintes e não servidoras do senhores.
 
Ana Bergamo em 20/11/2013 13:33:44
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