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26/10/2014 06:05

Novo governador será engenheiro ou empresário e de longa estrada política

Lidiane Kober
Delcídio e Reinaldo disputam cargo de governador de Mato Grosso do Sul Delcídio e Reinaldo disputam cargo de governador de Mato Grosso do Sul

Mato Grosso do Sul vai, neste domingo (16), às urnas para eleger o novo governador. Na disputa, estão um engenheiro elétrico e um empresário do agronegócio, ambos com experiência política de pelo menos 12 anos.

Candidato do PSDB, Reinaldo Azambuja começou faculdade, mas precisou abdicar do projeto para substituir seu pai no comando dos negócios da família. O patriarca acabou falecendo e o filho ficou de vez em Maracaju para administrar as propriedades rurais, que garantiram ao tucano patrimônio de R$ 37,8 milhões.

De sucesso empresarial, casado e pai de três filhos, ele foi em busca de novos desafios e, em 1996, se elegeu, pela primeira vez, prefeito de Maracaju. Em sua gestão, Reinaldo diz que tirou o município da 12ª posição e o transformou na 5ª maior economia do Estado. Quatro anos depois, foi reeleito e, no segundo mandato, assumiu a presidência da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul).

Em 2007, disputou vaga de deputado estadual e foi eleito com a maior votação da época. Participou de oito comissões no legislativo, entre elas a CCJR (Comissão de Constituição e Justiça e Redação), a mais importante da Assembleia.

Quatro anos depois, assumiu a cadeira como deputado federal e levantou bandeira em defesa do agronegócio, um dos principais segmentos econômicos do Estado. No período, ajudou a formar a Frente Parlamentar do Agronegócio, principalmente, em busca do fim dos conflitos indígenas.

Reinaldo também comandou o diretório estadual do PSDB em 2007 e foi reconduzido ao cargo em 2011. A sua última disputa eleitoral foi em Campo Grande, quando concorreu a prefeitura e ficou na terceira colocação, obtendo 25,90% dos votos.

Delcídio - Representante do PT na corrida eleitoral, Delcídio do Amaral é engenheiro elétrico de formação, casado e pai de três filhas. Começou a carreira na hidrelétrica de Tucuruí, no Pará. A experiência o levou para Europa, mais especificamente para a Holanda, onde foi um dos diretores da petroleira Shell.

O ingresso na vida pública aconteceu na volta ao país, quando assumiu a Eletrosul, em 1991. Em seguida, em 1994, foi primeiro secretário executivo e depois ministro de Minas e Energia, no governo do ex-presidente Itamar Franco.

De 1995 a 1996, foi presidente do conselho de administração da Companhia Vale do Rio Doce. Voltou para Eletrosul em 1999, de onde saiu para assumir a diretoria de Gás e Energia da Petrobras. Cargo que ocupou até o final de 2001, quando foi convidado pelo então governador, Zeca do PT, para ser o secretário de Estado de Infra-Estrutura e Habitação.

Em 2002, Delcídio foi a aposta do PT para a disputa do Senado, à época contra o ex-governador Pedro Pedrossian. Foi eleito senador, por oito anos com 500 mil votos.

Quatro anos mais tarde, em 2006, disputou com André Puccinelli (PMDB) o Governo do Estado, acabou derrotado e voltou para o Congresso. Em 2010, foi reeleito senador da República por Mato Grosso do Sul com mais de 826 mil votos.

Em 12 anos de Senado, Delcídio comandou a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito), que culminou com denúncia do 'mensalão'. Também presidiu e hoje é membro da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) e é membro efetivo das Comissões de Serviços de Infraestrutura, Agricultura e Reforma Agrária, Ciência e Tecnologia, Ambiente e Defesa do Consumidor e da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional.




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