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Campo Grande, Sexta-feira, 22 de Setembro de 2017

29/08/2017 18:35

Pela terceira vez, JBS admite que não investiu em frigorífico de MS

No total, são R$ 165 milhões até então que deixaram de ser aplicados

Osvaldo Júnior e Leonardo Rocha
JBS de Campo Grande é uma das unidades que não receberam investimentos previstos em acordo (Foto: Marcos Ermínio)JBS de Campo Grande é uma das unidades que não receberam investimentos previstos em acordo (Foto: Marcos Ermínio)

Pela terceira vez, o mesmo procedimento: à véspera da inspeção de unidade frigorífica em Mato Grosso do Sul, a JBS admitiu que não realizou o TARE (Termo de Ajustamento de Regime Especial). Desta vez, a confissão de culpa foi em relação ao frigorífico de Cassilândia, onde deveriam ser investidos R$ 30 milhões. Ao todo, o grupo já admitiu que deixou de investir R$ 165 milhões no Estado.

O comunicado da JBS foi recebido na tarde desta terça-feira (28) pela CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, que investiga o cumprimento ou não dos TAREs. A inspeção na unidade de Cassilândia seria realizada amanhã.

No dia 15 deste mês, a JBS confessou o não investimento na unidade de Ponta Porã, onde haveria, no dia seguinte, inspeção da CPI. seriam verificadas em Ponta Porã 266 notas fiscais no valor de R$ 15,2 milhões. Destas, 221 notas eram de remessas de máquinas de unidades da JBS em outros estados para seus frigoríficos em MS, o que representa 83% das notas, no valor de R$ 14,9 milhões.

Na semana seguinte, seriam vistoriadas as duas unidades de Campo Grande. Novamente, a JBS afirmou, um dia antes (22), que não realizou investimentos, que somariam de R$ 120 milhões.
No total, os investimentos em Ponta Porã e em Campo Grande chegariam a R$ 135 milhões. Com os R$ 30 milhões, relativos a Cassilândia, são R$ 165 milhões.

Além desses desembolsos, a JBS teria de investir R$ 15 milhões em Naviraí; R$15 milhões em Coxim; R$ 30 milhões em Nova Andradina e R$ 60 milhões em Anastácio.

Ressarcimento – A CPI tenta agenda com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para decidir como vai proceder no pedido de ressarcimento da JBS ao Estado por não ter cumprido acordos de benefício fiscal.

No acordo de leniência, o grupo terá de devolver o total de R$ 10,3 bilhões. A CPI quer que parte desse recurso seja usado para ressarcir Mato Grosso do Sul. Em 2016, foi concedido incentivo fiscal de R$ 99 milhões a JBS.




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