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Política

Prefeita publica decreto rescindindo contratos com empresas investigadas

Vanda Camilo rompeu os contratos às vésperas de sessão extraordinária solicitando CPI no município

Jackeline Oliveira | 27/07/2023 10:18
Prefeita de Sidrolândia, Vanda Camilo (PP) (Foto: Marcos Maluf)
Prefeita de Sidrolândia, Vanda Camilo (PP) (Foto: Marcos Maluf)

Após convocação feita pela Câmara de Vereadores de Sidrolândia, a 71 km de Campo Grande, para sessão extraordinária nesta quinta-feira (27), às 19h, sobre possível abertura de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) contra a prefeita Vanda Camilo (PP), a chefe do Executivo anunciou a suspensão de licitações com empresas investigadas na Operação Tromper, do MPE (Ministério Público Estadual).

A iniciativa acontece após o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) deflagrar a segunda fase da Operação Tromper na cidade, na última sexta-feira (21). Um grupo de parlamentares decidiu investigar se houve improbidade administrativa do Executivo e para isso precisam de oito votos.

Conforme decreto publicado na edição desta quarta-feira (26), o setor de compras, licitações e contratos irá rescindir todos os contratos atualmente em vigor, que foram firmados pela administração pública com as seguintes empresas: R&C Comércio, Serviços e Manutenção Ltda, ME; 3M Produtos e Serviços Ltda; Rocamora Serviços de Escritório Administrativo EIRELI; Odinei Romeiro de Oliveira ME e Everton Luiz de Souza Luscero EIRELI.

O decreto suspende e determina a revisão dos processos licitatórios ainda não homologados, que foram vencidos por qualquer uma das empresas sob investigação. Caso sejam identificados indícios de fraude, a licitação será revogada e um processo administrativo será instaurado para apurar os fatos.

De acordo com o chefe de gabinete da prefeita, Waldemar Acosta, Vanda decidiu rescindir os contratos argumentando que é a favor das investigações no município.

“Mesmo sem recomendação do MPE, a prefeita decidiu romper os contratos, pois não tem nada a esconder e está colaborando com as investigações”, afirmou Acosta.

Em nota, Vanda Camilo afirmou que não tem nada a esconder e que adotará as medidas necessárias para o bem de Sidrolândia. "Nossa gestão não tem nada a esconder; apoiamos integralmente os órgãos de fiscalização e repudiamos qualquer conduta que vá contra os princípios éticos e legais. Estamos comprometidos com a transparência e zelamos pela correta aplicação dos recursos públicos. Adotaremos todas as medidas necessárias para honrar esse compromisso com a população de Sidrolândia".

Conforme publicado pelo Campo Grande News, um grupo, formado por oito vereadores, já confirmou que vai votar a favor da abertura. Além de Enelvo Felini (PSDB), Izaqueu Diniz (Patri), Cleyton Martins (PSB), Ademir Gabardo (PSDB), Adavilton Brandão (MDB), Elieu Vaz (PSB), Cristina Fiuza (MDB) e Otacir Figueiredo (PP) já se mobilizaram pela abertura e estão convidando a população para participar da sessão.

Sobre a abertura da CPI, embora uma das principais consequências possa ser o pedido de cassação da prefeita, o presidente da Câmara, Otacir Figueiredo, afirma que não existe a intenção de formalizar esse pedido.

“A Câmara não tem intenção de pedir a cassação da prefeita, não, a CPI é apenas uma prerrogativa que nos permite investigar e eu espero que os 15 vereadores votem favoráveis a essa CPI para o bem de Sidrolândia, esse é o nosso papel”, explicou Otacir.

Para o chefe de gabinete, o pedido de abertura da CPI “tem outras motivações que não ajudar Sidrolândia, mas a prefeita está tratando com naturalidade a solicitação da Câmara, pois não tem nada a esconder”, finaliza Waldemar.

A prefeita foi procurada pela reportagem, mas não respondeu as mensagens e nem retornou as ligações até a publicação desta matéria.

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