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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

21/11/2012 10:48

Prefeito diz que imbróglio judicial impediu de resolver situação da Câmara

Fabiano Arruda e Paula Maciulevicius
Prefeito Nelsinho Trad diz que, enquanto caso não for resolvido na Justiça, não “pode fazer nada”. (Foto: Simão Nogueira)Prefeito Nelsinho Trad diz que, enquanto caso não for resolvido na Justiça, não “pode fazer nada”. (Foto: Simão Nogueira)

O prefeito de Campo Grande, Nelson Trad Filho (PMDB), afirmou, nesta quarta-feira, que gostaria de encerrar seu segundo mandato com uma solução encaminhada para o prédio da Câmara Municipal.

Segundo ele, o imbróglio judicial formado no caso o impediu de resolver a situação. Trad afirmou que, enquanto o assunto não for esgotado na Justiça, não “pode fazer nada”.

Além disso, o chefe do Executivo Municipal sinalizou que a Prefeitura terá mais prejuízos se perder o contrato vigente com o prédio, além de ter que arcar com a construção de uma nova sede.

Com a proximidade da nova legislatura, que terá 29 vereadores a partir do ano que vem, a resolução da situação ficou mais evidente. Vereadores cobram uma solução imediata para acomodar a estrutura funcional que os oito novos parlamentares vai demandar.

A solução da construção de um novo prédio foi sugerida, nesta semana, pelos vereadores à equipe de transição do governo municipal como alternativa ideal.

Reforma na atual sede, para ampliar o espaço, também já chegou a ser discutida, mas descartada, posteriormente, por não se tratar de um local próprio. Outro apontamento foi alocar servidores administrativos num lugar a ser definido, deixando a Câmara para comportar apenas os vereadores.

Entenda - A empresa Haddad Engenheiros Associados Ltda cobra na Justiça o pagamento de R$ 11 milhões por aluguéis atrasados do imóvel. O aluguel da Câmara, em vigor desde 2000, já teve direito a vários capítulos na Justiça. O valor mensal, que era de R$ 35 mil, foi considerado abusivo pelo MPE (Ministério Público Estadual) e em 2001 uma liminar reduziu o pagamento para R$ 15 mil.

O contrato acabou em 2005 e desde então o aluguel não foi pago. A construtora recorreu e obteve aval para receber R$ 7 milhões pelos anos em que a Câmara não fez os depósitos pela locação. O argumento foi de que o contrato teve renovação automática. Em outra ação judicial, a Haddad cobra a diferença dos valores pagos entre 2000 e 2005, num total de R$ 4 milhões.



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