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Campo Grande, Terça-feira, 22 de Agosto de 2017

13/08/2015 19:47

Presidente da Câmara diz ao MPE que não participou da cassação de Bernal

Paulo Yafusso
Vereador Mário César preside a sessão em que foi aprovada a criação da Processante contra Olarte (Foto: Fernando Antunes)Vereador Mário César preside a sessão em que foi aprovada a criação da Processante contra Olarte (Foto: Fernando Antunes)

O presidente da Câmara de Vereadores de Campo Grande, Mário César (PMDB), esteve hoje a tarde na sede do MPE (Ministério Público Estadual) conversando com o procurador-geral de Justiça, Humberto de Matos Brites, sobre o procedimento da Corregedoria-Geral do órgão para que seja investigado o suposto envolvimento dele na cassação do prefeito Alcides Bernal (PP). A reunião foi solicitada pelo peemedebista no início da semana e, segundo ele, hoje foram apresentados ao chefe da PGJ documentos que mostram a isenção dele no processo que terminou na troca de prefeitos da Capital.

Mário César disse que vai entregar formalmente ao procurador-chefe da PGJ toda a documentação, inclusive com a cronologia dos fatos que comprovam que ele não teve nenhum envolvimento no processo de cassação de Bernal. “Se não fosse aquela decisão da Justiça, no dia 26 de dezembro Bernal já teria sido cassado”, comentou Mário César, ao lembrar que a conversa que teve com o empreiteiro João Alberto Krampe Amorim dos Santos, da Proteco, foi em março de 2014, após a cassação do prefeito.

O presidente da Câmara afirma que no dia em que Alcides Bernal foi cassado conversou com várias pessoas sobre o assunto, não só com João Amorim. Ele enfatizou ainda, que assim como ocorreu hoje, na criação da Comissão Processante para cassar o prefeito Gilmar Olarte, naquela época a composição da Comissão se deu por meio de sorteio e alguns vereadores não quiseram participar. “Naquela época três eram ligados a Bernal e todos eles se declinaram de participar da Comissão”, lembrou Mário César.

“Vim me colocar a disposição do Ministério Público para esclarecer os fatos. Vou formalizar isso, apresentar toda a cronologia dos fatos desde 2012”, afirmou. Mário César disse que na época em que se começou a falar sobre o afastamento de Bernal o procurador de Justiça Mauri Valentin Ricioti foi à Câmara Municipal para dizer que os vereadores teriam que tomar atitude para cassar o Bernal, “o mesmo que ele está fazendo agora”.

Agora como corregedor-geral do MPE, Ricioti disse que no fim do mês passado recomentou aos promotores da área de Defesa do Patrimônio Público para que abram procedimento para pedir que a vice-presidência da Câmara crie comissão processante para afastar Mário César. Ele diz que há evidências no que foi apurado na Operação Lama Asfáltica, do envolvimento do presidente da Câmara na cassação de Bernal.

A procurador se refere a conversa interceptada pela Polícia Federal, com autorização da Justiça, em que ele conversa com Amorim sobre a cassação de Alcides Bernal. Segundo as investigações do Lama Asfáltica, João Amorim teria trabalhado para a cassação de Bernal.




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