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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

18/06/2015 12:49

Professores pedem mais empenho dos vereadores para encerrar greve da categoria

Flávia Lima e Juliana Brum
Docentes pediram mais ajuda dos vereadores para resolver impasse com a prefeitura. (Foto:Marcos Ermínio) Docentes pediram mais ajuda dos vereadores para resolver impasse com a prefeitura. (Foto:Marcos Ermínio)

Em sessão da Câmara Municipal na manhã desta quinta-feira (18), os professores da rede municipal, fizeram duras críticas quanto a atuação dos vereadores na questão da greve da categoria, que hoje completa 25 dias.

Utilizando a tribuna, o presidente da ACP (Sindicato Campo grandense dos Profissionais da Educação), Geraldo Gonçalves, disse que o trabalho do legislativo municipal na tentativa de buscar um acordo com a prefeitura, tem sido insuficiente. “Até agora não foi feito nada de efetivo”, destacou.

Geraldo Gonçalves lembrou que desde o início do movimento a categoria tem ido as sessões e ouvido frases de apoio, mas até o momento nenhuma das reuniões com a gestão municipal, mediadas pelos vereadores, surtiu efeito. “Será que teremos que voltar a acampar na prefeitura”, questionou o presidente da ACP.

A professora Maria Cristina Beffa também subiu ao plenário e disse aos professores presentes que 2016 é um ano eleitoral, por isso deveriam ficar atentos ao voto. “Só depois de 25 dias o prefeito nos recebeu”, ressaltou, mencionando a ida de uma comissão formada por pais e docentes a casa do prefeito, na manhã de hoje.

O presidente da Câmara, Mario Cesar (PMDB), reconheceu a necessidade do enxugamento da máquina administrativa, mas afirmou que é “preciso colocar pessoas melhor preparadas à frente das pastas para resolver conflitos”.

Ainda segundo ele, a Educação e a Saúde não devem ser preteridas. Já o vereador Eduardo Romero (PT do B) defendeu os colegas alegando que o Legislativo está fazendo o que pode dentro de seus limites. “Aprovamos a lei que obriga o pagamento do piso. Foi um grande passo. Não estamos sendo omissos”, destacou.

De acordo com o Executivo, os gastos com folha representam 51,3% do orçamento e o limite estabelecido pela LRF é de 54%. Ainda na manhã de hoje, os manifestantes estiveram na sessão da Câmara Municipal, como forma de pressionar os vereadores a aderir a causa dos grevistas.

Os professores pedem reajuste de 13,01%. O Executivo oferece 8,5%, porém prometeu uma nova contraproposta após ajustar a folha e reduzir o limite prudencial, em conformidade com a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal).



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