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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

17/03/2011 13:27

PT e nanicos formam “Blocão” e devem rediscutir comissões na AL

Ítalo Milhomem

Na última sessão da semana realizada nesta quinta-feira (17), os deputados do Partido dos Trabalhadores confirmaram um acordo para criação do “bloco” de oposição dentro da Assembleia Legislativa.

Com a medida, passam a compor o bloco os deputados petistas, Pedro Kemp, Cabo Almi, Paulo Duarte e Laerte Tetila. No grupo dos partidos que só possuem um deputado entram George Takimoto (PSL), Felipe Orro (PDT), Lauro Davi (PSB) e Alcides Bernal (PP).

O grande entrave para formação do grupo na verdade era liderança do bloco, que foi resolvida no início da manhã. Os deputados aceitaram deixar a lideranças com os petistas durante a atuação do bloco.

Primeiro pelo deputado Pedro Kemp e depois pelo deputado Cabo Almi, cada um pelo período de seis meses. Após este primeiro ano será novamente discutido quem será o líder do bloco.

Com o bloco, o grupo passa a ser o maior da Assembleia Legislativa, com 8 deputados. O regimento regulamenta que caso um deputado não vote conforme o bloco, a mesa diretora poderá dissolver o bloco e redefinir a ordem das comissões.

Indicações - Pelas contas, o bloco passa a indicar dois membros para cada comissão casa, podendo presidir cinco das 14 comissões da casa legislativa. Isso muda configuração das comissões, que antes tinha o PMDB com a maior bancada e que indicava dois membros, o PT e PSDB com uma indicação cada e os deputados sem bancadas mais um membro para cada comissão permanente.

Os deputados confirmaram a confecção de um documento de “oposição” assinados por todos os deputados, porem não disseram se o bloco teve este documento protocolado, oficializando assim a formação do “blocão”

Novas disputas - Perdendo uma vaga, o PMDB terá que indicar somente um dos dois membros já indicados para CCJR (Comissão de Constituição, Justiça e Redação), a mais importante da casa. Hoje antes da formação do bloco, Junior Mochi e Marquinhos Trad, ambos do PMDB foram indicados pelo líder da bancada Eduardo Rocha para integrar a comissão.

Rocha disse que terá que ter uma discussão entre os deputados peemedebistas para definir quem será o nome na comissão, caso o bloco seja oficializado até segunda. Ele acredita que o bloco possa se dissolver até a primeira reunião da CCJR, marcada acontecer às 15 horas da próxima segunda-feira (21).

Trad que já demonstrou estar chateado com a falta de espaço dada pelo partido na Assembleia afirma que aceitará decisão do partido, mas que seria mais justo ele ser o membro do PMDB na CCRJ, alegando que seria mais imparcial que Mochi, que é líder do governo na casa.

Os outros indicados para CCJR são os deputados Márcio Monteiro (PSDB), Paulo Corrêa (PR), indicado pela maioria dos deputados que não possuem bancada, Pedro Kemp (PT) e deverá ter a participação do deputado Alcides Bernal (PP), que será indicado pelo “blocão”.



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