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Campo Grande, Quinta-feira, 17 de Agosto de 2017

09/03/2016 16:00

Relator pede abertura de processo que pode cassar mandato de Delcídio

Michel Faustino
O senador Telmário Mota (PDT-RR), relator do pedido de cassação do senador Delcídio do Amaral (PT-MS)O senador Telmário Mota (PDT-RR), relator do pedido de cassação do senador Delcídio do Amaral (PT-MS)

O senador Telmário Mota (PDT-RR), relator do processo contra Delcídio do Amaral (suspenso do PT) no Conselho de Ética do Senado, apresentou nesta quarta-feira (9) parecer preliminar favorável à abertura de processo que pode cassar o mandato do senador sul-mato-grossense. O parecer deve ser votado na próxima quarta-feira , dia 16.

De acordo com informações do Portal Uol, se o Conselho de Ética do Senado considerar que há indícios suficientes para considerar que o senador petista agiu contra o decoro parlamentar, o processo que pode levar à sua cassação é aberto no colegiado. Os advogados de Delcídio sustentam no Conselho de Ética que não houve quebra de decoro parlamentar.

Delcídio foi preso em 25 de novembro, quando ainda era líder do governo Dilma no Senado, sob acusação de tentar obstruir as investigações da Operação Lava Jato. A prisão ocorreu por ordem do ministro do STF Teori Zavascki e foi referendada pelo plenário do Senado no mesmo dia.

Representação 

A representação contra Delcídio foi apresentada pelo PPS e pela Rede e recebeu o apoio político do PSDB e do DEM.
"Conquanto seja necessário exame mais aprofundado, exame superficial dos diálogos [de Delcídio com o filho de Cerveró] demonstram indício de crime e consequente quebra de decoro parlamentar contra o representado", afirmou Mota, ao ler seu parecer.

O senador, que foi líder do governo Dilma Rousseff no Senado, firmou um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República, mas a colaboração ainda não foi homologada pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Na delação, segundo reportagem da revista "IstoÉ", o senador afirma que a presidente Dilma agiu para tentar interferir na Operação Lava Jato, por meio da nomeação de ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) que votaria pela libertação de empreiteiros presos.

A presidente negou fortemente a acusação e disse ter nomeado em seu mandato 16 ministros para o STJ e o STF.

 




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