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Campo Grande, Quarta-feira, 23 de Agosto de 2017

15/10/2013 19:54

Ronaldo Chadid não se dá por impedido, mas TCE adia votação sobre Bernal

Zemil Rocha
Ronaldo Chadid é irmão do secretário de Educação de Bernal (Foto: arquivo)Ronaldo Chadid é irmão do secretário de Educação de Bernal (Foto: arquivo)

O conselheiro Ronaldo Chadid não deverá se declarar impedido no julgamento do processo da Inspeção Extraordinária do Tribunal de Contas do Estado (TCE) nos atos financeiros do prefeito Alcides Bernal (PP). O fato de Ronaldo ser irmão de José Chadid, secretário municipal de Educação na gestão Bernal, não foi considerado por ele como motivo para impedir de votar no processo.

“Secretário não é prefeito”, justificou um integrante da equipe de Ronaldo Chadid, que apresentaria seu voto-revisor na sessão de amanhã, mas só o fará na semana que vem, em razão do cancelamento da reunião prevista para quarta-feira (16). No comunicado interno do TCE, sobre o adiamento da sessão, não há informação sobre o motivo.

A decisão sobre o cancelamento da sessão de amanhã foi informada no começo da tarde, quando já se conhecia o resultado da votação na Câmara de Campo Grande, que determinou, por 21 votos a oito, a abertura de processo que pode levar à cassação do prefeito Alcides Bernal.

A tramitação do processo no plenário do TCE começou no dia 2 de outubro, mas foi interrompido em razão de pedido de vistas do conselheiro Ronaldo Chadid. Regimentalmente, o prazo do pedido de vistas é de duas sessões, o que obrigaria Chadid a entregar o processo nesta quarta-feira. Agora, com o cancelamento da sessão de amanhã, o plenário só voltará a deliberar sobre esse processo, que tem como relator o conselheiro Waldir Neves, no próximo dia 23. A Inspeção Extraordinária nas contas de Bernal foi aprovada há seis meses, no dia 10 de abril.

O processo sobre Bernal vem tramitando sob sigilo no TCE. Há evidencias de que o Tribunal deverá condenar pelo menos a contratação feita por Bernal do Posto Emenuelle Ltda para fornecer combustível à municipalidade, no valor R$ 855 mil, tendo depois ampliação de mais R$ 400 mil para atender a Secretaria de Saúde (Sesau). O procurador José Aêdo Camilo, do Ministério Público Especial junto ao TCE, considerou que Bernal realizou ato ilegal ao romper contrato com o Auto Posto Trokar, para criar “situação de emergencial no fornecimento de combustível” e com isso contratar, sem licitação, o Posto Emanuelle Ltda. O relator Waldir Neves acolheu esse entendimento em seu relatório.

 




Esta explicado porque o Bernal mantém o Chadid na Educação. Esse cidadão está destruindo o pouco que foi conquistado ao longo de muitos anos de trabalho. Estou indignada, nesse nosso Brasil não existe política séria, só de interesses. Parabéns pela escolha Bernal.
 
Marina Silva em 15/10/2013 20:10:08
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