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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

24/09/2015 13:25

Sessão da Assembleia é marcada por vaias, confusão e agressões

Caroline Maldonado e Leonardo Rocha
Confusão entre manifestantes e seguranças, ambos alegam agressão depois de protesto na Assembleia (Foto: Divulgação)Confusão entre manifestantes e seguranças, ambos alegam agressão depois de protesto na Assembleia (Foto: Divulgação)
Deputado Pedro Kemp tenta acalmar Mara Caseiro sob o olhar atento de Amarildo Cruz (Foto: Divulgação)Deputado Pedro Kemp tenta acalmar Mara Caseiro sob o olhar atento de Amarildo Cruz (Foto: Divulgação)

Grupo de integrantes de movimentos sociais e indígenas fizeram um protesto durante sessão na Assembleia, e pediram a criação de CPI para investigar o genocídios de índios em Mato Grosso do Sul. Os debates foram polêmicos, com troca de acusação entre deputados e manifestantes. Após a sessão teve nova confusão na saída do legislativo entre seguranças e manifestantes.

A confusão começou quando a deputada Mara Caseiro (PT do B) usou a tribuna para dizer que não é contra os índios, mas  contra pessoas que se utilizam da situação para usar os indígenas. Ela foi vaiada intensamente. Os manifestantes deram as costas à tribuna nesse momento.

No fim de seu discurso, Mara se sentou e os integrantes do protesto começaram a gritar adjetivos de ofensa, como “falsa” e “assassina”. Ela se levantou, foi em direção ao público, na divisória entre os assentos e o plenário, e começou a se defender. Exaltada, a deputada disse que não poderia ser atacada e chamada de tal forma, pois é uma pessoa respeitada no Estado. Os demais deputados interviram e a convenceram a se retirar.

O diretor de segurança da Assembleia, Wilson Figueiredo, afirmou que depois das ofensas do grupo para com a deputada Mara Caseiro, houve  determinação da presidência da Casa, para que a segurança "autuasse" um dos manifestantes. De acordo com ele, isso correu fora do plenário, quando houve a abordagem do segurança, que no momento chegou a dar voz de prisão.

Segundo o diretor, depois da confusão, na saída do prédio, o segurança que ainda não foi identificado seguiu para a delegacia da Polícia Civil, para registrar o boletim de ocorrência contra o manifestante, fato que está sendo feito agora, no local.

Já o advogado Rogério Batalha, o manifestante citado pela segurança, disse que foi abordado no saguão da Assembleia. Afirma que um segurança lhe deu uma chave de braço, depois de dar voz de prisão. Na hora, o pessoal tentou intervir e no empurra-empurra o advogado ficou até com a camiseta rasgada.

Na confusão, os deputados Amarildo Cruz, Pedro Kemp, João Grandão, todos do PT, saíram do prédio para ver o que estava acontecendo. O advogado também seguiu para a delegacia para registrar boletim de ocorrência.

“Me trataram como um vagabundo. Eu já estava fora da Assembleia quando fui agredido. Vou tomar todas as providências cabíveis, acionar a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e Ministério Público. Quero saber o nome do segurança que fez isso”, disse Rogério. 

Waldoraci Tobias Neto, segurança da Assembléia, disse que vai ser feito o levantamento de tudo que ocorreu, para saber como foi esta abordagem e o que ocorreu. “Não vi o que aconteceu, vamos levantar procedimento para saber o que houve e qual foi o motivo de toda esta situação”, garantiu.

CPI do Cimi – O protesto pede a investigação dos assassinatos de índios, alegando que a CPI do Cimi (Conselho Indigenista Missionário), desvia o foco das discussões em relação a disputas de terra em MS. A CPI foi criada a pedido da deputada Mara, apoiada por outros dez parlamentares. A entidade, em nota, diz que a ação faz parte de uma estratégia de ataque do setor ruralista aos povos indígenas. 

Manifestante, o advogado Rodrigo Batalha, disse que foi agredido e vai denunciar segurança (Foto: Marcos Ermínio)Manifestante, o advogado Rodrigo Batalha, disse que foi agredido e vai denunciar segurança (Foto: Marcos Ermínio)
Após a confusão, manifestantes e seguranças seguem para delegacia (Foto: Leonardo Rocha)Após a confusão, manifestantes e seguranças seguem para delegacia (Foto: Leonardo Rocha)


Manifestantes contrários à CPI do CIMI devem procurar a Secretaria de Segurança Publica do MS(Sejusp) que fez um estudo onde se comprova que em 90% das mortes de indígenas houve utilização de arma branca como facas, machetes, porretes, ou acidentes provocados por ingestão de substância alcoólica, que aliás não podem ser vendidos a indígenas. Produtores apoiam a CPI do Genocídio. Quem não deve não teme!
 
monica em 24/09/2015 16:23:30
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