Homem que matou coveiro após briga em condomínio é condenado
Crime aconteceu em agosto de 2023 quando a vítima tentou apartar discussão de casal
O ceramista Diego Silva da Cruz, de 33 anos, foi condenado a 5 anos e 10 meses de reclusão, em regime semiaberto, pelo assassinato do coveiro Bruno Aparecido Gabilão Cadete, de 28 anos. O crime ocorreu em agosto de 2023, dentro do Condomínio das Laranjeiras, no Jardim Tarumã, e foi motivado por barulho. A sentença foi proferida nesta quinta-feira (19) pelo Tribunal do Júri de Campo Grande.
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O ceramista Diego Silva da Cruz, de 33 anos, foi condenado a 5 anos e 10 meses de reclusão em regime semiaberto pelo assassinato do coveiro Bruno Aparecido Gabilão Cadete, de 28 anos. O crime ocorreu em agosto de 2023, em Campo Grande, após uma discussão sobre barulho no Condomínio das Laranjeiras. O assassinato aconteceu quando a vítima tentou intervir em uma briga entre Diego e sua companheira. O autor buscou uma faca em casa e, ao retornar, esfaqueou Bruno, que não resistiu aos ferimentos. O Conselho de Sentença reconheceu a materialidade do crime, mas acolheu a tese de violenta emoção apresentada pela defesa.
Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, o caso ocorreu na noite do dia 10 de agosto. Os dois moravam no mesmo condomínio, e Bruno teria tentado intervir em uma briga entre Diego e a companheira na área comum do prédio, por causa do barulho.
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Os dois discutiram, e Diego foi até a casa buscar uma faca. Quando retornou, esfaqueou Bruno e fugiu do local. Vizinhos acionaram o socorro; Bruno foi encaminhado ao posto de saúde do Bairro Coophavilla, mas não resistiu e morreu.
Bruno era coveiro e foi sepultado no Cemitério Park Monte das Oliveiras, onde trabalhou por cerca de cinco anos. Durante o velório, amigos e familiares relataram ao Campo Grande News que o rapaz não fazia mal a ninguém e que era um ótimo trabalhador. O corpo de Bruno foi conduzido por colegas de trabalho.
Diego se apresentou na 6ª Delegacia de Polícia Civil onze dias após o crime. Ele foi ouvido pelo delegado e, por não estar em situação de flagrante, foi liberado. Em depoimento, o autor afirmou que “foi tudo muito rápido” e que não tinha a intenção de matar Bruno.
A defesa apresentou a tese de absolvição por legítima defesa e a ocorrência de causa de diminuição de pena por violenta emoção. O Conselho de Sentença reconheceu a materialidade e a autoria do crime, mas acolheu a tese de violenta emoção. Diego foi condenado a 5 anos e 10 meses de reclusão, em regime semiaberto.
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