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Política

Simone busca consenso para mudanças na reforma da previdência

Senadora diz que foi criada uma Comissão Especial para buscar uma "sintonia" entre senadores e deputados

Por Leonardo Rocha | 06/03/2019 10:43
Senadora Simone Tebet (MDB) comenta sobre reforma da previdência (Foto: Roque de Sá/Agência Senado)
Senadora Simone Tebet (MDB) comenta sobre reforma da previdência (Foto: Roque de Sá/Agência Senado)

Presidente da CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Redação), a senadora Simone Tebet (MDB) já começou a articular algumas mudanças na reforma da previdência, enviada pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL). Ela espera um acordo e trabalho conjunto com a Câmara (Federal), em pontos como redução da idade mínima para as mulheres, assim como alteração no BPC (Benefício de Prestação Continuada) para famílias carentes.

“Nossa ideia é trabalhar em sintonia com os deputados, para que as alterações (reforma) já sejam feitas na Câmara, pois quando chegar ao Senado, o texto já chegaria redondo, sem precisar de grandes alterações, que poderiam dificultar o processo”, disse a senadora ao Campo Grande News.

Para dar agilidade ao projeto, Simone contou que foi montada uma Comissão Especial, que vai levar à Câmara, quais são os pedidos e mudanças que o Senado pretende fazer. “Este grupo vai debruçar sobre estes pontos, e pode se chegar a uma mesma sintonia e consenso, o que vai facilitar todo o processo, já que o projeto deve chegar o Senado só daqui três meses”, explicou.

Mudanças – Simone já adiantou o que pretende mudar na reforma de Bolsonaro, começando pela idade mínima para as mulheres, que na sua concepção, deveria cair de 62 para 50, sendo cinco anos a menos do que dos homens. “Da forma como veio não pode ser, vamos buscar um consenso para modificar este ponto”.

A senadora ainda citou alteração na idade do BPC (Benefício de Prestação Continuada), que se trata do benefício pago para idosos e pessoas com deficiência, que possuem renda de até um salário mínimo. “A idade ideal para receber (benefício) deve ser 60 anos e não 65, já que o impacto na previdência é pequeno, mas importante para as famílias mais carentes”.

Ela também questiona a regra de transição para as mulheres. “Entendo que 40 anos é muito tempo, se chegarmos a 35 fica mais razoável. Temos que lembrar que a mulher é a primeira a ser mandada embora, demora até dois anos para voltar ao mercado, após ter filho, tendo muito mais dificuldades que os homens”.

O projeto está na Câmara Federal, mas depois que passar pelos deputados, vai cair justamente na CCJ do Senado, antes de ser votado em plenário. Antecipando esta situação, a senadora tenta este trabalho conjunto para buscar um “consenso” e dar celeridade à reforma.