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Política

Tiago Vargas vai usar tornozeleira eletrônica por chamar Azambuja de "corrupto"

Em vídeo, ele lamentou a situação, disse não se arrepender de nada e que faria tudo novamente

Por Lucia Morel | 11/04/2026 12:11

O ex-vereador Tiago Henrique Vargas vai cumprir pena de prisão domiciliar com uso de tornozeleira por um ano e três meses conforme determinação do juiz da 2ª Vara de Execução Penal em Meio Semiaberto e Aberto da Comarca de Campo Grande, Albino Coimbra Neto. A intimação é de ontem, quando Vargas postou vídeo em suas redes sociais sobre o assunto. “Vocês vão me ver usando tornozeleira, mas não é por corrupção”, assinalou.

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Ex-vereador Tiago Henrique Vargas cumprirá pena de prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica por um ano e três meses, conforme decisão do juiz Albino Coimbra Neto. Ele foi condenado após chamar o ex-governador Reinaldo Azambuja de corrupto em vídeo em 2021. Vargas foi o vereador mais votado de Campo Grande em 2020, mas perdeu mandato de deputado e está inelegível por oito anos desde 2024, com base na Lei da Ficha Limpa.

Chorando, ele lamentou a situação, mas diz que não se arrepende de nada e que, se fosse preciso, faria tudo novamente, inclusive com mais energia. O ex-parlamentar foi condenado em ação aberta pelo ex-governador Reinaldo Azambuja (PL-MS), após, em julho de 2021, o então policial civil Tiago Vargas tê-lo chamado de corrupto em vídeo nas redes sociais.

A primeira condenação foi de prisão em regime semiaberto por 1 ano e 3 dias, agora convertida em prisão domiciliar com monitoramento eletrônico. O advogado de Tiago, Walison Neves da Silva, disse que o oficial de justiça deve citá-lo pessoalmente entre segunda e terça-feira e então vai encaminhá-lo para a colocação do equipamento.

Tiago Vargas era policial civil de Mato Grosso do Sul quando começou a gravar vídeos que viralizaram nas redes sociais. Num deles, em julho de 2021, chamou o ex-governador de corrupto, bandido e canalha. Foi eleito o vereador mais votado de Campo Grande em 2020, mesmo ano em que foi exonerado da Polícia Civil, após a conclusão de processos administrativos disciplinares Um deles era relativo a uma conduta agressiva contra um médico durante perícia de saúde em 2019. Vargas alegou perseguição política.

Depois disso, se candidatou a deputado e foi eleito, mas perdeu o cargo após decisão da Justiça Eleitoral, baseada na Lei da Ficha Limpa. Ele está inelegível por 8 anos desde 2024. Isso porque, segundo a legislação eleitoral, servidores públicos demitidos do cargo em decorrência de processo administrativo ou judicial ficam proibidos de se candidatar a qualquer cargo eletivo.

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