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Política

Trutis tem recurso negado no STF e investigação de suposto atentado continua

Deputado federal pelo PSL chegou a ser preso recentemente pela PF, mas foi liberado no mesmo dia

Por Nyelder Rodrigues | 05/02/2021 17:43
Deputado Loester Trutis, em plenário na Câmara Federal (Foto: Luis Macedo/Agência Câmara)
Deputado Loester Trutis, em plenário na Câmara Federal (Foto: Luis Macedo/Agência Câmara)

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli, negou o recurso apresentado pela defesa do deputado federal Loester Carlos, o Trutis (PSL), e do empresário Ciro Nogueira Fidelis, na ação que investiga suposto atentado sofrido pelo parlamentar, há um ano, em Sidrolândia. A tentativa era trancar o processo.

A decisão de Toffoli foi proferida na quarta-feira (3), mas só expedida pelo Supremo na quinta-feira (4). O habeas corpus foi impetrado em dezembro do ano passado, depois do inquérito apontar que Loester pode ter forjado o atentado, além de manter em casas armas sem registro em seu nome, algo ilegal.

Na petição da defesa de Trutis e Ciro, o advogado Mario Panziera Junior afirma que PF (Polícia Federal) agiu com "descarado abuso de autoridade" nas investigações. O trabalho de nove meses resultou na apreensão de uma pistola 9 mm, que estava em sua casa, mas estava registrado no nome de Alberto Carlos de Souza, seu irmão.

Loester reclama da demora na restituição dos itens apreendidos e, em 30 de dezembro, o caso foi analisado por outro ministro do STF, Luiz Fux, presidente do tribunal, que considerou que o pedido dele não era urgente.

Com a rejeição do habeas corpus, o caso prossegue, sob relatoria da ministra Rosa Weber, que avalia pedido de dilação de prazo feito pela PF, para ganhar mais tempo na conclusão das perícias da denominada Operação Tracker.

Prisão - Tornado público em 12 de novembro do ano passado, a investigação rendeu também a prisão de Trutis, que detido pela manhã e solto no mesmo dia, à noite. O inquérito está na fase de depoimentos e produção de provas.

Além do parlamentar, são parte pessoas próximas dele, que participaram de atentado a tiros forjado em fevereiro de 2020, segundo a PF, e também eram usados de 'laranja' para que o deputado conseguisse ter armas.

Réu em processo por Lei Maria da Penha, ele mesmo disse estar impedido de fazer o registro em seu nome. Além da pistola, foram encontradas pela Polícia Federal nas diligências um revólver e um Fuzil T4 sob a cama do parlamentar.

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