O que vai mudar a paisagem de Campo Grande em 2026? Veja 12 expectativas
Verticalização, aeroporto, antiga rodoviária e novidades no Centro são alguns dos destaques
O que vai mudar a cara de Campo Grande em 2026? Olhando para o cronograma de obras públicas e privadas, dá para ter uma ideia do que esperar de diferente na paisagem da Capital de 126 anos que está próxima de atingir a marca de 1 milhão de habitantes.
RESUMO
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Campo Grande deve passar por significativas transformações urbanas em 2026, com destaque para a intensificação da verticalização, principalmente nas regiões do Parque dos Poderes e Parque das Nações Indígenas. A cidade terá 41 novos projetos imobiliários, entre térreos e verticais. O centro da capital receberá importantes revitalizações, incluindo a reabertura do Hotel Campo Grande e a transformação do antigo prédio do Itaú na Casa do Comércio. Outras mudanças incluem a conclusão da reforma do aeroporto, com investimento de R$ 300 milhões, e a ampliação do Shopping Campo Grande, que ganhará 150 novas lojas.
Mais vertical
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A mudança mais evidente pode ser no horizonte, com a verticalização da cidade ficando mais intensa. Há vários projetos de prédios previstos para entrega à moradia ou que terão os "esqueletos" erguidos por operários no próximo ano.
Entre eles, estão empreendimentos já avançados nas regiões do Parque dos Poderes e Parque das Nações Indígenas, e também condomínios na Avenida Guaicurus e em bairros como o Rita Vieira, Monte Castelo, Tarumã e Taveirópolis. Só com expectativa de terem início em 2026 são 41 projetos ao todo, contando imóveis térreos e verticais, segundo o que o Campo Grande News já apurou.
Aeroporto
Quem entra ou sai de Campo Grande pelo Aeroporto Internacional vai ver a mudança que já começou no local tomando mais forma e chegando ao fim. A concessionária Aena, que administra o terminal, está investindo cerca de R$ 300 milhões numa reforma que deve ser concluída em meados de 2026.
As intervenções incluem corredores com três fingers (passarelas) para melhorar o embarque e desembarque dos passageiros, que hoje atravessam o pátio para chegar às aeronaves sob sol e chuva. Além disso, está previsto um novo pavimento que deverá aumentar a capacidade para 2,6 milhões de pessoas ao ano.
Centro: hotel, banco e avenida transformados
A desocupação e falta de segurança que vêm sendo debatidas na região central da Capital nos últimos anos podem começar a ser revertidas com o que 2026 promete.
Um dos projetos em que mais se investe essa esperança é a reabertura do Hotel Campo Grande. As obras de revitalização terminariam em dezembro do ano passado, mas devem ficar para este ano. Só a ativação da iluminação já trouxe um ar diferente para a Rua 13 de Maio.
O antigo prédio de uma agência do banco Itaú, na Rua Barão do Rio Branco, também deve ficar movimentado ao longo de 2026 para uma reforma que vai transformá-lo na Casa do Comércio. Até 2027, vão funcionar ali sedes administrativas da Fecomércio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso do Sul), do Sesc (Serviço Social do Comércio), do Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) e do IPF (Instituto de Pesquisa e Formação). O espaço tem nove andares e salas que servirão para auditório, reunião, coworking e restaurante. Terá, ainda, uma praça elevada.
Nas proximidades, no calçadão da Barão, a previsão é criar a“Estrela da Nossa Terra”, um projeto inspirado no calçadão da fama de Hollywood para homenagear personalidades sul-mato-grossenses como Délio e Delinha, Aracy Balabanian, Luan Santana e Michel Teló.
Com a aprovação pelos vereadores da proposta de tornar a Avenida Calógeras como área de interesse cultural de Campo Grande, a expectativa é que se veja o início de movimentações que a transformarão num centro de artesanato e de gastronomia, especialmente no trecho próximo aos trilhos da antiga ferrovia que cruzava a Capital.
Antiga rodoviária
Se arrastando desde 2022 e com diversos atrasos no cronograma, a reforma da antiga rodoviária, no Bairro Amambaí, deve ser concluída em junho de 2026. Foi o que o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos afirmou após a última vistoria no local.
A prefeitura usará a parte reformada para instalar uma agência de empregos municipal e a sede da Secretaria Municipal de Segurança Pública. Já uma outra parte privada terá investimentos de R$ 50 milhões do Ecossistema Dakíla, grupo fundado por Urandir Fernandes de Oliveira, o ufólogo famoso pela criação da cidade esotérica de Zigurats e pela figura do ET Bilu. A previsão é que 22 salas sejam ocupadas já em 2026.
A região enfrenta questões que se mostraram difíceis de resolver ao longo de anos, como a presença de dependentes químicos nas ruas e a desvalorização imobiliária. Elas seguem como desafios.

Ampliação do primeiro shopping
O Shopping Campo Grande, centro comercial desse porte mais antigo na cidade, deverá ter obras começando em 2026 e terminando em 2027 para ampliação e instalação de mais 150 lojas.
Estão previstos 660 novas vagas para estacionamento no local, duas mega lojas, uma nova praça de alimentação com cinco novos restaurantes e dois novos pisos com estrutura moderna.
Metade do Belas Artes
Uma das mais longas novelas na lista das obras públicas que nunca terminam, o Centro de Belas Artes poderá ficar, pelo menos, 50% concluído este ano. A construção foi iniciada há mais de 30 anos e retomada em 2025, por R$ 7,7 milhões.
A reportagem tentou falar com o secretário de Infraestrutura para saber se a licitação para a segunda metade será lançada em 2026, mas não conseguiu retorno até o fechamento da matéria.
O Hospital Regional de Mato Grosso do Sul também vai sofrer mudanças em 2026. Segundo previsão do governador Eduardo Riedel (PP), a partir de junho a instituição deverá ter parte de suas operações administradas em PPP (Parceria Público-Privada) com a Construcap, empresa que apresentou a proposta mais vantajosa e venceu leilão em dezembro de 2026.
O contrato prevê investimento de R$ 7,3 bilhões no operacional do hospital e R$ 966 milhões em reformas e ampliações que incluem a construção de novo bloco, modificação das estruturas existentes e aumento da quantidade de leitos.
Os serviços da chamada "bata branca" do hospital, que contemplam a área médica e assistencial, continuarão sendo administrados pelo Estado. Já os da "bata cinza" ficarão por conta da empresa e incluem segurança, alimentação, lavanderia e manutenção predial. Mesmo após a mudança, o atendimento do Regional seguirá 100% público.
O CEM (Centro de Especialidades Médicas) é outro espaço público da saúde que ficará diferente. Uma reforma deverá começar e ser encerrada este ano, por R$ 7,7 milhões.
Cogita-se também a possibilidade do grupo Hap Vida iniciar a construção do hospital que irá atender beneficiários de seu plano de saúde. No final de 2025, a assessoria de imprensa confirmou que o investimento se mantém apesar de a empresa estar passando por crise, mas não divulgou a data provável de início das obras.
O Estádio Morenão não recebe jogos desde 2022 por precisar de reformas estruturais, mas pode voltar a ter bola rolando em 2026, mesmo sem ter tudo o que é necessário ser feito.

Riedel falou que serão necessárias reformas de curto prazo, que serão feitas e devem viabilizar o retorno do futebol no ano que vem. Outras, que demandam mais investimentos e mais tempo, poderão ser negociadas com o setor privado e realizadas futuramente.
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