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Direto das Ruas

Casa é arrombada no Ramez Tebet e moradora reclama de demora da PM

Por Zana Zaidan | 22/12/2013 14:43

Uma moradora do bairro Ramez Tebet, em Campo Grande, saiu de casa na manhã de hoje (22) e, ao voltar, se deparou com a porta arrombada e notou que vários pertences e eletrodomésticos tinha sido furtados. A mulher acionou a Polícia Militar e, segundo ela, mais de uma hora se passou desde a primeira ligação para o 190, mas nenhuma viatura foi até o local atender à ocorrência. O atendente teria, ainda, respondido ao chamado de forma grosseira.

A dona de casa Anita Alves de Oliveira, 44 anos, afirma que foram levados diversos cosméticos, que ela avalia em R$ 700, além de um aparelho de DVD, ferro de passar roupas, chapinha, e um liquidificador. O microondas foi encontrado próximo ao portão, por isso, ela acredita que o autor do crime voltaria para buscá-lo, ou não tenha conseguido carregá-lo.

“É um absurdo. Como contribuinte, que paga os impostos em dia, quero ter o auxílio da polícia quando preciso dela. O homem que me atendeu disse que não tinham viaturas disponíveis no momento. Liguei de novo e ele começou a ficar impaciente. Quando falei que reclamaria, ele foi grosseiro e falou que eu poderia reclamar para quem eu quisesse, porque eu não mandava na PM”, relata sobre a ligação.

Anita, que mora sozinha no imóvel na rua Áurea Garcia, suspeita que dois vizinhos seriam autores do crime. Conforme moradores que acompanharam a ação, eles seriam irmãos e menores de idade. “Conversei com os moradores e eles disseram que viram os dois saindo de casa. Um tem 16 e outro uns 17 anos, no máximo. O bairro é novo, então não tenho muito contato com vizinhos. Mas fui até a casa deles e só encontrei o irmão mais novo e, depois de muito perguntar, ele começou a chorar, confessou e só disse que não sabiam onde os irmãos mais velhos estavam”, conta.

As duas filhas de Anita foram até o local para ajudar a mãe e, até o momento, aguardam a chegada de uma viatura.

Orientações - O Campo Grande News entrou em contato com a Polícia Militar, por meio do 190. Os policiais orientaram que, no caso da moradora, o adequado é registrar um boletim de ocorrência em uma Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário), já que os objetos furtados só podem ser recuperados caso haja o registro o policial.

O policial ressaltou, ainda, que todos os chamados são atendidos o quanto antes e que todos os atendentes do 190 são treinados para orientar a população e, caso o comportamento de quem recebeu a ligação de Anita tenha ocorrido, não reflete a conduta da PM e foi um fato isolado. 

A reportagem não  conseguiu contato por telefone com a assessoria de imprensa da PM.

(Matéria editada para acréscimo de informações)

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