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10/04/2012 18:32

Estiagem provoca transtornos e deixa produtores do Pantanal em alerta

Fabiano Arruda
Registro da seca em 2010. Há um temor de que este ano a estiagem seja severa como na época. (Foto: Arquivo/Diarionline)Registro da seca em 2010. Há um temor de que este ano a estiagem seja severa como na época. (Foto: Arquivo/Diarionline)

A falta de chuva e o baixo índice dos rios na região do Pantanal estão causando preocupação aos pecuaristas e transtornos podem ser sentidos na contramão da situação registrada no ano passado, quando a cheia deixou rastros de prejuízos.

Segundo o coordenador da Câmara Setorial de da Cadeia da Bovinocultura e Bubalinocultura e presidente da Comissão da Pecuária de Corte da Famasul (Federação de Agricultura e Pecuária de MS), José Lemos Monteiro, as pastagens estão escassas na região numa época em que deveriam ser fartas.

“A atual situação das pastagens não é boa”, informou.

Monteiro revela que, no dia 19 de março, durante reunião da Câmara, com três meteorologistas, a previsão indicada é que o outono será seco e frio.

O presidente da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul), Francisco Maia, diz não ter conhecimento sobre prejuízos mais significativos em detrimento à estiagem, no entanto, que a adversidade climática deixa os produtores em alerta, sobretudo, pela falta de pastagem de qualidade para o gado.

Comparação- Segundo informações da Marinha, o nível do rio Paraguai nesta terça-feira indica 1,9 metro. Nos três primeiros meses do ano passado, a cheia atingiu 5,9 metros no rio.

O pesquisador da Embrapa Pantanal, Carlos Padovani, explica que, agora, é possível dizer que o nível do rio vai ficar abaixo da média e não vai alcançar os índices do ano passado. Isto porque o registro de chuva na bacia do rio Paraguai na região norte de Mato Grosso foi pequena neste ano e tem influência em Mato Grosso do Sul.

Contudo, ele frisa que não é possível generalizar a estiagem ou cheia na região e que cada uma tem uma situação. Segundo o pesquisador, o leste do Pantanal, em Coxim, já sofre efeitos da estiagem. O mesmo quadro ainda não é sentido em Corumbá, ilustra.

“Acabamos de sair do período chuvoso. No rio Miranda, por exemplo, o nível do rio está alto. A vantagem deste ano é que não tem áreas inundadas ou problemas com estradas e pontes”, minimizou, fazendo menção aos transtornos vistos no ano passado.

O major Fábio Pádua, da PMA (Polícia Militar Ambiental) de Corumbá, também afirma que os trabalhos da corporação ainda não detectaram problemas com morte de gado, por conta da escassez de pasto, ou até a decoada, fenômeno em que a vegetação local entra em decomposição na seca.

Com a chegada da cheia, esse material orgânico, junto com a água quente, contribui para diminuir o oxigênio, forçando os peixes a subir à superfície. O fenômeno também foi registrado por conta da cheia no ano passado.

Segundo o major, o maior reflexo da estiagem na região, até agora, são as queimadas.

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