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Campo Grande, Domingo, 19 de Agosto de 2018

06/01/2017 09:53

Fundação confirma caso de ferrugem asiática na soja e analisa outros 16

Renata Volpe Haddad
São 16 focos de ferrugem asiática em lavouras de soja em MS e um caso confirmado. (Foto: Embrapa)São 16 focos de ferrugem asiática em lavouras de soja em MS e um caso confirmado. (Foto: Embrapa)

A Fundação Chapadão confirmou ontem (5), o primeiro foco de Ferrugem Asiática na safra 2016/2017 de soja em Mato Grosso do Sul. O caso foi registrado em São Gabriel do Oeste - distante 140 km de Campo Grande, mas outros 16 focos também foram encontrados e estão sob análise.

Bióloga e pesquisadora da Fundação Chapadão, Débora Agnes, confirmou o primeiro foco de ferrugem asiática, depois de analisar as folhas com a doença enviadas pelo consultor Leonardo Rebellato.

A análise foi feita através da estrutura laboratorial e a ferrugem atingiu a soja no estágio R 5.5, que é a fase final de enchimento de grãos. Na área do foco, o produtor já havia aplicado duas vezes fungicida específico para o controle da ferrugem.

Conforme informações do Consórcio Antiferrugem da Embrapa, são 16 focos de ferrugem asiática na safra atual. Mato Grosso do Sul está em segundo lugar com mais focos, o primeiro é o Paraná, com 19 casos.

Em Dourados, três focos da doença na soja em fase final, foram identificados no dia 05 de janeiro. Quatro focos no município foram visualizados na lavoura ainda em dezembro, sendo um caso da doença no estágio do final da floração da planta.

Em Maracaju, são seis focos, todos descobertos ainda em dezembro e também na fase de enchimento do grão. Aral Moreira foram identificados dois casos da doença nas lavouras, um em fase de enchimento dos grãos e outro no desenvolvimento da vagem. Em Amambai, um foco foi encontrado na lavoura.

Alerta é para produtores continuarem monitorando as lavouras, principalmente as plantas de soja que estão em desenvolvimento. (Foto: Famasul)Alerta é para produtores continuarem monitorando as lavouras, principalmente as plantas de soja que estão em desenvolvimento. (Foto: Famasul)

Alerta - Vários registros de focos em São Paulo, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e na região Sul de Mato Grosso do Sul têm sido identificados e o diretor e pesquisador da Fundação Edson Borges, alerta os produtores de soja em relação a doença.

Ele explica que, além das condições de clima, umidade, temperatura e os ventos, soprando da região dos focos Sul do Estado para outras regiões, propiciam ao desenvolvimento e a dispersão da doença. Essa condições são características em anos de La Niña, que ocorre em 2017.

A última vez que esse fenômeno aconteceu foi em 2007 e a dispersão da ferrugem foi o mesmo desta safra chegando primeiro a São Gabriel depois em Chapadão do Sul.

O alerta aos produtores é para que eles continuem monitorando e aplicando fungicida nos talhões em que a soja estiver em fase de desenvolvimento.



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