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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

26/10/2015 10:24

Mesmo controladas, novas pragas de lavoura deixam MS em alerta

Caroline Maldonado
Nova largara encontrada em lavouras do Ceará é parente próxima da helicoverpa armigera (Foto: Divulgação/Iagro)Nova largara encontrada em lavouras do Ceará é parente próxima da helicoverpa armigera (Foto: Divulgação/Iagro)

Os produtores de soja, milho e algodão precisam redobrar os cuidados para não ter que lidar com mais pragas nesta safra. A mosca-da-haste, a planta daninha amaranthus e a lagarta helicoverpa punctigera são chamadas de novas pragas, mas, na verdade, são velhas conhecidas de agricultores em Estados e países vizinhos.

As que mais preocupam são a mosca da haste e a amaranthus, mas com as medidas corretas elas não devem representar perigo, segundo o coordenador de Defesa Sanitária Vegetal da Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal de MS), Filipe Portocarrero Petelinkar.

“A ameaça existe, uma delas é a planta daninha amarantus, que está no Mato Grosso e é controlada pelo órgão estadual. Descobriram essa praga no começo do ano. Se todo mundo seguir certinho as orientações não teremos problemas”, comentou Filipe. Segundo ele, há uma articulação para que seja desenvolvido um trabalho junto a Superintendência Federal de Agricultura para inspecionar o maquinário que vem de MT para MS. “As máquinas podem estar sujas de terra, que pode trazer a praga”, explica.

Além da planta, a helicoverpa punctigera também preocupa. Parente próxima da helicoverpa armigera, que já existe em MS e está controlada, a nova lagarta foi encontrada em lavouras do Ceará, mas também está controlada por lá. Ela é um dos alvos de vistoria que será feita pela Iagro em 450 propriedades do Estado, no fim deste ano.

A inspeção já ocorre todos os anos em função do controle da armigera, que surgiu em MS em 2013, depois de infestação na Bahia, onde os produtores tiveram prejuízos. Segundo Filipe, o Estado está legalmente em estado de emergência para essa praga, mas, apesar disso, ela não representa grande risco, porque os produtores têm vários produtos para combate e fazem monitoramento. “O alerta foi dado mais por princípio de precaução, mas não houve surto, portanto não vejo necessidade desse alerta”.

Segundo o coordenador, os produtores têm se empenhado no combate as pragas e doenças, como no caso da ferrugem asiatística, que ataca a soja, no entanto, os agricultores deixam a desejar quando o assunto é o cadastro para notificação dos focos da doença. O cadastro abre no dia 1º setembro e fecha no dia 10 de dezembro. “Apesar de ser obrigatório o cadastro, muitos produtores não fazem a notificação, quem fornece mais informações são as instituições de pesquisa”.



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