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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

18/09/2014 15:38

Monitoramento sobre lagarta que ataca lavouras é tema de workshop em Dourados

Priscilla Peres
Lagarta causou muito prejuízos aos produtores do Estado devido seu alto poder de destruição. (Foto: Emater-RS/Divulgação)Lagarta causou muito prejuízos aos produtores do Estado devido seu alto poder de destruição. (Foto: Emater-RS/Divulgação)

No próximo dia 25 de setembro, pesquisadores da Fundação MS e da Embrapa Agropecuária Oeste vão apresentar o resultado do monitoramento da lagarta Helicoverpa armigera no Estado. O workshop “Mapa da Helicoverpa”, será realizado no Sindicato Rural de Dourados, a partir das 9h.

A praga, que assustou agricultores sul-mato-grossenses por conta de seu alto poder destrutivo em culturas como soja, milho e algodão, foi alvo de estudos realizados durante a safrinha e a entressafra, por pesquisadores das duas entidades.

Durante o workshop haverá também uma mesa de debates com instituições como Aprosoja/MS (Associação dos Produtores de Soja de MS), Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal), Fundação Chapadão e Seprotur (Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário e Produção), que coordenou o Grupo de Trabalho denominado “Helicoverpa armigera em Mato Grosso do Sul” que, em conjunto com as demais instituições, monitorou a praga, com o objetivo de evitar prejuízos na produção agrícola.

Técnica - Para que o monitoramento fosse realizado, foram criadas mais de 80 armadilhas em cerca de 30 municípios produtores de grãos no Estado, com o intuito de capturar as lagartas. “Os insetos recolhidos foram encaminhados para laboratórios credenciados, onde foi feita a identificação, para sabermos se eram Helicoverpa armigera ou não”, explica o pesquisador e diretor executivo da Fundação MS, Renato Roscoe. A identificação da praga é um dos fatores fundamentais para o seu controle.

A partir das coletas e dos estudos realizados, foram desenvolvidos em laboratórios da Embrapa os chamados “inimigos naturais” da Helicoverpa, e que serão utilizados para novos experimentos em lavouras. “Vamos apresentar um amplo diagnóstico do que foi verificado nas lavouras e discutir ações que devem ser tomadas pelos produtores na safra 2014/2015”, complementa Roscoe.



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