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Campo Grande, Segunda-feira, 23 de Outubro de 2017

11/03/2015 08:11

Projeto incentiva 300 agricultores familiares a produzirem mais leite

“Itaquileite” vai investir R$ 1,3 milhão em parceria com União Europeia para melhorar qualidade do leite em assentamentos

Helio de Freitas, de Dourados
Agricultores de assentamentos reunidos com representantes da prefeitura no lançamento de projeto do leite (Foto: Edson Freitas/Divulgação)Agricultores de assentamentos reunidos com representantes da prefeitura no lançamento de projeto do leite (Foto: Edson Freitas/Divulgação)

O assentamento Santa Rosa, no município de Itaquiraí, a 410 km de Campo Grande, será o primeiro a receber o projeto “Itaquileite”, lançado pela prefeitura para incentivar o aumento da produção e melhorar a qualidade do leite. A meta é investir pelo menos R$ 1,3 milhão na implantação de 300 piquetes em pequenas propriedades para atender o rebanho leiteiro.

De acordo com a assessoria de comunicação da prefeitura, A União Europeia liberou 400 mil euros para a implantação do projeto. O dinheiro foi viabilizado pelo prefeito de Itaquiraí, Ricardo Fávaro Neto (PSDB). “Estamos iniciando um investimento de R$ 1.344 mil para a expansão e melhoria da produção de leite em nosso município. O prazo para conclusão deste projeto é de dois anos”, afirmou ele. O projeto foi lançado na sede da Associação Diamante Verde, com a participação de representantes de nove associações de produtores de leite.

“O projeto Itaquileite é uma parceria do município de Itaquiraí com a União Europeia, de cunho social e econômico. Vamos utilizar o sistema de piqueteamento para fortalecer a bacia leiteira da agricultura familiar. A ideia é produzir mais leite com o rebanho sendo alimentado com pasto. Para isso será definida uma área de um hectare por propriedade para o manejo rotativo do gado, obrigando o consumo rápido e regular”, explicou o secretário municipal de Agricultura e vice-prefeito Daniel Mamédio do Nascimento.

De acordo com a prefeitura, o piqueteamento permite utilizar a pastagem em estado favorável tanto para o gado quanto para a planta. “É um projeto extremamente interessante, pois num espaço reduzido da propriedade o produtor oferecerá a alimentação adequada, resultando em maior produção e leite de maior qualidade. Esse detalhe é que faz a diferença na hora da comercialização”, afirmou o coordenador do projeto, Anderson da Silva.

O município vai investir 70% dos custos na implantação de cada piquete. O produtor vai pagar os outros 30% dos gastos. Nessa etapa serão feitos a preparação da área, correção do solo, aquisição de sementes e acompanhamento técnico. A segunda fase inclui a compra de sêmen e nitrogênio, que serão utilizados na melhoria genética do rebanho e instalação de 15 entrepostos com resfriadores para recebimentos de leite.

“A partir de agora aguardamos o cadastramento dos produtores interessados, que deverão procurar suas associações para o encaminhamento da documentação. Depois a Secretaria de Assistência Social fará uma seleção. Os 300 produtores selecionados participarão de um seminário, para conhecer o projeto”, disse Daniel Mamédio.




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