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Saúde e Bem-Estar

Acordo abre caminho para injeção semestral contra HIV chegar ao Brasil

Medicamento já tem aval da Anvisa, mas ainda depende de preço e incorporação ao SUS

Por Ângela Kempfer | 15/09/2026 17:09
Acordo abre caminho para injeção semestral contra HIV chegar ao Brasil
Lenacapavir, medicamento injetável usado na prevenção do HIV (Foto: Divulgação)

Um acordo entre a Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) e a farmacêutica Gilead Sciences pode facilitar a chegada ao Brasil do lenacapavir, medicamento injetável usado na prevenção do HIV com apenas duas aplicações por ano. O anúncio foi feito nesta terça-feira (15).

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Acordo entre a Opas e a Gilead Sciences pode facilitar o acesso ao lenacapavir no Brasil, medicamento injetável para prevenção do HIV com apenas duas doses anuais. O país está entre 14 nações da América Latina e Caribe beneficiadas, mas ainda não há preço definido nem previsão de fornecimento. A Anvisa autorizou o uso em janeiro, porém a oferta pelo SUS depende de avaliação e decisão do Ministério da Saúde.

O Brasil está entre 14 países da América Latina e do Caribe que poderão ser beneficiados. O acordo, porém, não garante oferta imediata do medicamento. Ainda não há preço, quantidade reservada ao País ou previsão de fornecimento.

Comercializado como Sunlenca, o lenacapavir é utilizado como PrEP (profilaxia pré-exposição). A aplicação é feita sob a pele do abdômen a cada seis meses, reduzindo a necessidade de comprimidos diários.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou em janeiro o uso como PrEP para adultos e adolescentes a partir de 12 anos e com pelo menos 35 quilos. Para chegar ao mercado, ainda é necessária a definição do preço máximo. Já a oferta pelo SUS (Sistema Único de Saúde) depende de avaliação para incorporação e de decisão do Ministério da Saúde.

Em julho, o governo tentou negociar diretamente a compra com a Gilead, mas não houve acordo. A proposta brasileira, segundo representante do Ministério da Saúde, foi de US$ 400 por pessoa ao ano.

Estudos de fase 3 apontaram alta eficácia do medicamento. No Purpose 1, não houve infecções entre as mulheres cisgênero que receberam o lenacapavir. No Purpose 2, que teve participação de centros brasileiros, houve redução de 96% na incidência de HIV em comparação com a taxa esperada sem PrEP.

Apesar dos resultados, o lenacapavir não é uma vacina. Antes de cada aplicação, é necessário confirmar que a pessoa não tem HIV, além de manter acompanhamento durante o uso.

*com informações da Folha de São Paulo