Após alerta, Anvisa proíbe emagrecedor em teste vendido em MS
Produto experimental circulava sem registro e era comercializado até nas tabacarias

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou, nesta quarta-feira (21), a apreensão e a proibição da tirzepatida das marcas Synedica e TG, além da retatrutida de todas as marcas e lotes. A decisão veta comercialização, fabricação, importação, distribuição, divulgação e uso dos produtos em todo o país. O motivo é a origem desconhecida, ausência de registro e venda por perfis em redes sociais sem qualquer autorização sanitária.
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A Anvisa determinou a proibição e apreensão da tirzepatida das marcas Synedica e TG, além da retatrutida de todas as marcas. A medida veta comercialização, fabricação, importação, distribuição e uso dos produtos em todo o país, devido à origem desconhecida e ausência de registro. A retatrutida, ainda em fase de testes clínicos pela Eli Lilly, circulava livremente na fronteira entre Mato Grosso do Sul e Paraguai. O produto era vendido ilegalmente com promessas de emagrecimento, sem comprovação regulatória e com risco elevado à saúde dos consumidores.
Em nota técnica, a agência informou que as canetas foram produzidas por empresas não identificadas e anunciadas como se fossem medicamentos regulares. Não há garantia do que existe dentro dessas canetas, nem de dose, nem de qualidade e há risco elevado à saúde.
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Por isso, a orientação oficial é objetiva: não usar em hipótese alguma. Profissionais de saúde e pacientes que identificarem os produtos devem acionar a vigilância sanitária local ou os canais da própria Anvisa.
A decisão da agência federal fecha o cerco dias depois de reportagem do Campo Grande News mostrar como a retatrutida, ainda em testes clínicos, já circulava livremente na fronteira entre Mato Grosso do Sul e o Paraguai, inclusive em tabacarias. A apuração revelou venda aberta do produto, com promessas de “milagre do emagrecimento”, preços elevados e versões apresentadas como importadas do Reino Unido, Alemanha ou outros países, sem qualquer comprovação regulatória.
À época, a reportagem mostrou que a substância ainda não é fabricada legalmente em nenhum lugar do mundo e segue em estudos conduzidos pela Eli Lilly, na tentativa de avaliar segurança e eficácia em humanos.
Mesmo assim, vendedores garantiam aprovação inexistente, comparavam o produto a medicamentos já conhecidos e incentivavam a aplicação semanal, como se fosse rotina inofensiva.
O alerta técnico já estava dado. A presidente do CRF (Conselho Regional de Farmácia) de Mato Grosso do Sul, Daniely Proença dos Santos, explicou que a retatrutida não passou por todas as etapas exigidas para liberação e que não existe definição de dose segura ou forma farmacêutica adequada.
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