Com quase 1,9 mil na fila, Secretaria é cobrada por atendimento na urologia
Pacientes esperam por consultas que avaliam a necessidade de cirurgias relacionadas aos rins, por exemplo

A longa espera por avaliação cirúrgica de um médico urologista na rede pública de Campo Grande e o número insuficiente de vagas oferecidas viraram alvo de inquérito aberto pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul). O órgão tem acompanhado a alta demanda acumulada por consultas e operações em diversas especialidades médicas na Capital nos últimos dois anos.
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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul abriu inquérito para investigar a longa espera por consultas com urologistas na rede pública de Campo Grande. Há 1.895 pacientes na fila, que podem precisar tratar desde pedras nos rins até câncer de próstata. A investigação foi motivada pelo encerramento do contrato entre a Santa Casa e a Uroclinic, empresa que atendia pelo SUS, por falta de pagamento. A Sesau não respondeu sobre medidas para reduzir a espera.
Nessa fila em específico, há 1.895 pacientes que podem estar precisando retirar pedras nos rins ou tratar um câncer de próstata, por exemplo. A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) informou essa quantidade de pessoas em 9 de abril deste ano. Em uma lista parcial anexa ao inquérito, a data de inserção da primeira pessoa no sistema de regulação é de agosto de 2024.
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O que motivou a investigação foi um ofício encaminhado ao MPMS pela Uroclinic, uma empresa contratada pela Santa Casa para fazer consultas, cirurgias e transplantes de rim pelo SUS (Sistema Único de Saúde). O documento avisava que o contrato seria parcialmente rompido por falta de pagamento por parte da instituição. O atendimento chegou a ser restabelecido, mas foi encerrado definitivamente em dezembro do ano passado.
Como é referência no atendimento em urologia, a Santa Casa foi consultada pela reportagem sobre quais serviços na área segue prestando e se há um plano para retomada dos transplantes. Não houve retorno até a publicação desta matéria.
Alternativas - Responsável pela gestão da demanda, a Sesau se manifestou no inquérito quanto a um contrato firmado com o Hospital Evangélico de Campo Grande. Porém, a agenda não havia sido aberta pela instituição para atender pacientes da fila de espera, segundo a pasta informou em ofício com data de 9 de abril.
Conforme apurou o MPMS a partir do comunicado da Uroclinic, o Hospital Adventista do Pênfigo, o Humap (Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian) e o Hospital São Julião também faziam parte da rede de atendimento em urologia, mas cada um oferecia um número limitado de vagas para pacientes do SUS.
O Campo Grande News questionou a assessoria de imprensa da Sesau sobre quais instituições fazem esse tipo de atendimento na Capital atualmente e quais medidas está tomando ou pretende tomar para acelerar a redução da fila. Não houve resposta.
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